Com atitude…, a ti, tudo! Artigos, Carreira

Se existe uma palavra que possui inúmeros empregos, esta palavra é ATITUDE. Siga os exemplos citados por Max Gehringer:

  • de decisão: “Precisamos tomar uma atitude”;
  • de comportamento: “Não gostei nenhum pouco dessa sua atitude”;
  • de ação: “São atitudes como essa que fazem um grande vendedor”;
  • de determinação: “O time voltou para o segundo tempo com mais atitude”;
  • de posição: “Ele está assumindo uma atitude preguiçosa”;
  • de aceitação: “Você precisa ter uma atitude menos crítica com relação à empresa:
  • de “sei lá”: “Ah! Ela tem, assim, atitude, sabe?”

Mas o que é ATITUDE? A atitude pode ser definida como o modo de proceder ou agir, comportamento, procedimento ou, ainda mais, um propósito ou a maneira de se manifestar este propósito.

Todo procedimento, toda ação, todo comportamento, tudo aquilo que pode ser traduzido por atitude, ocorre inicialmente na nossa mente, no nosso interior, para depois ser exteriorizado. É algo interno, que caminha de dentro para fora de nós.

Tom Coelho nos diz que toda atitude apresenta três componentes: cognitivo, relacionado ao conhecimento consciente de uma situação: afetivo, relacionado aos sentimentos e às emoções: e, o comportamental, relacionado à intenção de comportar-se de determinada maneira com relação à alguém, alguma coisa ou evento, e resume esta tese no exemplo que se segue.

Por que as pessoas que fumam não param de fumar, mesmo sabendo dos males que o fumo acarreta?

Geralmente o fumante tem consciência de como isto é prejudicial para a sua saúde (fator cognitivo). Mas ele não sente que isto prejudica seu organismo e continua com o vício até que, um dia, ele apresenta qualquer problema dele decorrente e necessite de cuidados médicos e hospitalares. Neste ponto acontece o componente emocional: ele sente na própria pele o malefício do vício. Aí ele decide mudar seu comportamento e parar de fumar.

Como somos seres humanos únicos (indivíduos, indivisíveis), nossas atitudes variam de pessoa para pessoa frente a um determinado fato ou evento. Nossas atitudes variam em função de nossa personalidade, do ambiente onde vivemos, da nossa auto-imagem, da maneira como recebemos a educação de nossos pais, de nossas crenças, etc. Mas serão nossas próprias escolhas (livre arbítrio) que ditarão nossas atitudes. Como no exemplo acima, eu posso escolher parar ou não de fumar.

É por isso que, antes de exteriorizarmos o que vai no nosso interior, usamos os dois hemisférios cerebrais, um para racionalizar (razão) e o outro para o sentir (emoção). Um pouco sobre este processo está no meu texto I.D.A.S. – Caminhos sem volta (www.ogerente.com.br).

Deste modo, cada pensamento que temos é que nos revela como pessoa. O que você pensa sobre seus pais revela a atitude que tem com eles. O mesmo ocorre quando você pensa sobre seus amigos, seu cônjuge, seus filhos, sobre as pessoas que você encontra, sobre o governo, sobre seu vizinho, etc. Tudo o que você pensa é traduzido pelas suas atitudes.

E agora, responda: por que algumas pessoas se distinguem mais do que outras, independentemente de sua área de atuação? Porque tem atitudes que as diferenciam, que as tornam vencedoras, que são vistas como brilhantes. São pessoas rápidas nas ações, com alto espírito de superação frente às agruras da vida, extremamente criativas na solução de problemas, altamente flexíveis para se adequar às mudanças, muito “abertas” para aprender com seus próprios erros e com os erros dos outros e dotadas de um infinito otimismo em relação à vida.

Pessoas deste naipe são aquelas que fazem e que são a diferença, não importando onde e como atuam. E isso só depende de si mesmas, de suas escolhas e de suas decisões.

Agora, pergunto: como você caracterizaria pessoas que falam demais, falam mal dos outros, vivem mal-humoradas, são desrespeitosas, desorganizadas, egoístas, inflexíveis e que não gostam do que fazem?

E como você caracterizaria pessoas que se importam com os outros, focam a solução e não o problema, são alegres, corteses, responsáveis, entusiasmadas, bem-humoradas, não ficam buscando desculpas quando algo inesperado acontece,  amam o que fazem e estão sempre de bem com a vida?

Provavelmente as primeiras sofrem da “síndrome de Gabriela” (“eu nasci assim, vou viver assim, vou morrer assim”, versos da canção homônima), enquanto as segundas sentem-se como uma fênix, a ave mitológica que renascia das próprias cinzas, aquelas que “se suicidam” quando vão dormir para “renascerem” melhor no dia seguinte (também escrevi algo sobre isso no texto “As aves e o profissional AGANIX”, já postado).

Não nascemos vencedores, nem nos tornamos um deles do dia para a noite. Mas qualquer um pode se tornar um vencedor. Basta ter a consciência de que o caminho é longo e cheio de imprevistos. Ayrton Senna, por exemplo, era tão obstinado que afirmava: “o segundo lugar é o primeiro lugar do perdedor”. E quanto tempo ele demorou em chegar onde chegou? Mas, acima de tudo, ele escolheu ter uma atitude de vencedor. E o foi.

George Bernard Shaw afirmava: “as pessoas estão sempre culpando os acontecimentos por serem como são. Aquelas que progridem são as que levantam e procuram os acontecimentos que querem e, se não conseguem encontrá-los, fazem com que aconteçam”.

Qualquer situação ruim que nos aconteça poderá nos derrubar e revelar o que temos de pior ou, ao contrário, ser o estopim para que nos inspiremos a mudar para fazer e dar sempre o melhor de nós mesmos. O pior e o melhor estão dentro de nós e o resultado final só vai depender da nossa atitude frente à opção escolhida.

Atente para esta estória. Um jovem se lamuriava com o pai de como sua vida era difícil e cheia de problemas. O pai, então, levou-o à cozinha e colocou água em três panelas e as colocou para ferver. Enquanto a água esquentava, ele cortou cenouras e as colocou na primeira panela. Colocou dois ovos na segunda panela e, na terceira, pó de café.

Ao final de certo tempo, colocou as cenouras em um prato, os ovos em outro, coou o café e o despejou em uma xícara.

– E qual é o significado de tudo isso?,  perguntou o jovem.

– As cenouras eram duras, mas a água quente as amoleceu. Os ovos eram fracos e se tornaram mais firmes. O café transformou a água em outro líquido a ser bebido. E isso mostra que você pode escolher como responder aos seus problemas. Você pode deixar que eles o enfraqueçam, que eles o endureçam ou usá-los para criar algo melhor e mais proveitoso. Tudo só depende de você.

E como você reage à palavra problema?

Reações negativas                                         Reações positivas

Problemas não tem solução                            Problemas tem solução

Problemas são permanentes                           Problemas são passageiros

Problemas são “anormais”                             Problemas fazem parte do “normal’ da vida

Problemas nos deixam piores                         Problemas nos deixam melhores

Problemas nos controlam                               Problemas nos desafiam

Problemas nos levam para baixo                     Problemas nos fazem crescer

Você poderá fazer cursos, ir a palestras, ler livros e outras coisas mais, com sugestões para mudar sua vida, como ter mais motivação, como se transformar no “the best”, como ser mais feliz, etc. Mas tenha a certeza de uma coisa: livros, cursos, palestras, workshops, e pessoas NÃO mudam pessoas. As pessoas mudam se elas mesmas quiserem. E para mudar é necessário atitude.

Eu, particularmente, resolvi mudar trocando os “comos” pelos “porquês”. Em vez de como fazer, porque fazer: em vez de como ser otimista, porque ser otimista; em vez de como me tornar melhor, porque me tornar melhor; em vez de como ser feliz, porque ser feliz. Mais importante do que acontece comigo é aquilo que acontece em mim.

Eu escolhi a minha atitude. E você?

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Com atitude…, a ti, tudo!
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Últimos Comentários

  1. Raquel Vilas Boas

    Bom Dia

    Adorei o texto e me identifiquei bastante com ele, pois sempre pensei em soluções e não em quem foi, e ficar presa em determinasdas questões que não me ajudavam a melhorar ou a solucionar o problema… Mas percebi que existe muitas pessoas que pensam ou se bloqueiam nos problemas, e são negativa e parece que gostam de ser assim.

    Abraço.

  2. Cristiane Souto

    Boa Tarde!

    Uma colega de trabalho me enviou esse link, ao ler o texto percebi que qualquer pessoa se encaixa nele. Positivamente ou negativamente. No entanto, me vejo como uma pessoa lutadora, pois, são tantas as adversidades, tantos querendo te puxar pra baixo que parece que já vi esse filme várias vezes, e hoje sei me posicionar como uma expectadora que sabe qual atitude tomar ao rever um tipo de problema e essa atitude é mais consciente, bem pensada, centrada. São as experiências da vida! Te fazem mais forte!

    Um grande abraço,

    Cristiane Souto

  3. jacat

    Muito interessante o conteúdo dessa mensagem,na qual me identifico muito! Pessoas não mudam pq pessoas querem…simplesmente mudam por tomadas de atitude.

    Só assim as mudanças acontecem. “a mudança vem da sua própria atitude.Você só deixa pra trás as dificuldades qdo se levanta e faz acontecer e faz -A-C-O-N-T-C-E-R-.”

    Parabéns pelo seu texto…isso sim que é navegar na Net.

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