Fazer com atitude é fazer a diferença Artigos, Carreira, Crescimento Pessoal

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Se formos analisar quais serão os desafios para este ano que está se iniciando, certamente você ouvirá coisas como: maior qualificação, maior gerenciamento do conhecimento/informação, carência de mão de obra, apenas para citar três deles ligados diretamente à educação continuada e, por conseguinte, à aplicação daquilo que foi aprendido.

Atualmente, da forma como o mundo corporativo se apresenta – o que no dizer de Cesar Souza é um trem bala em uma sinuosa montanha russa – o simples FAZER deixou de ser uma competência essencial.

Hoje não basta simplesmente FAZER, mas, sim, FAZER COM ATITUDE; ou, usando um jargão de mercado, fazer a diferença ou fazer as coisas acontecerem.

Arthur Diniz, em seu texto, Vamos fazer um plano de voo, cita a descrição de cinco tipos de profissionais (atribuídos a um anônimo):

  • aqueles que fazem as coisas acontecerem;
  • aqueles que acham que fazem as coisas acontecerem;
  • aqueles que observam as coisas acontecerem;
  • aqueles que se surpreendem quando as coisas acontecem: e,
  • aqueles que não sabem o que aconteceu.

É óbvio que o mundo atual da preferência aos primeiros, aqueles que se orgulham do que fazem e que, no momento seguinte, já se põem diante de um novo desafio.

Se o atual mundo do trabalho é extremamente competitivo, tudo que você não deverá ser é um competidor.

Caso você se enxergue como tal, certamente sua mente estará lhe dizendo para fazer os mesmos treinamentos, ler os mesmos livros, fazer os mesmos cursos que seus competidores; tudo para não se sentir em desvantagem em relação a eles.

E, mesmo com tudo isso, você poderá ser um profissional estagnado. Tenho a certeza que você conhece alguém que diz ter 10 anos de experiência em alguma atividade. Entretanto a realidade é que ele teve um ano de experiência e passou os outros nove repetindo as mesmas coisas.

Já que qualquer um de nós é um indivíduo, único, indivisível, a preocupação mais certa e mais segura é desenvolvermos um diferencial, algo que nos diferencie, que nos faça ser notado no meio da multidão., aquela multidão onde se enquadram os outros quatro tipos de profissionais descritos acima.

Mas este caminho não é fácil.

Eugenio Mussak lembra que capacitação, motivação e integração são fatores essenciais, visto que “sem capacitação, o profissional não sabe fazer; sem motivação, não quer fazer; e, sem integração, não consegue fazer.”

Para ir mais longe, para fazer com atitude, é necessário que se considere alguns pontos importantes:

  • ter a consciência que o tempo não para. Para fazer com atitude, é necessário agir. E, para isso, a hora é agora. Não adianta reclamar por não ter feito algo antes ou procrastinar e deixar para o futuro aquilo que poderia ter sido feito hoje;
  • quem fica parado é poste. Quem não age, fica no mesmo lugar. Quer fazer com atitude? Quer fazer a diferença? Aja para evoluir, aprimorar e/ou desenvolver novas competências;
  • mudanças só dependem de você, e isso significa estar automotivado para tal. Pessoas e acontecimentos fornecem os subsídios para que você se automotive, mude e se torne mais capaz. Se você não mudar e continuar vendo o NOVO com os mesmos olhos velhos, você continuará vendo o VELHO;
  • saia da sua zona de conforto e entre na sua “zona de desconforto”. Nunca se acomode. Se você alcançou o sucesso, desfrute este momento, orgulhe-se e receba os aplausos AGORA. Amanhã busque um novo desafio e não fique vivendo em função do sucesso de ontem, pois amanhã, o único que vai lembrar este sucesso será somente você, ninguém mais. Ficar na zona de conforto embota o seu crescimento e o seu desenvolvimento e você continuará… apenas fazendo. Nunca se esqueça que viver é um eterno aprender.

Fazer com atitude não se restringe apenas à esfera do trabalho. Qualquer um pode se destacar na mente das pessoas até com pequenas atitudes, como no exemplo abaixo.

            Lá pelos anos 60, numa noite, no estado do Alabama, uma senhora negra estava ao lado de seu carro, no acostamento de uma rodovia. Chovia muito e seu carro havia tido uma pane e ela necessitava urgentemente de um transporte.

            Toda molhada, acenava para os carros que passavam.

            Um carro parou e um jovem branco (talvez desconhecendo o racismo existente naquele estado americano existente nos anos 60) ajudou-a, dando-lhe uma carona.

            Ela estava com muita pressa e mal teve tempo de anotar o endereço do jovem e agradecer sua gentileza.

            Uma semana depois, bateram à porta da casa do rapaz. Para sua surpresa, um enorme aparelho de televisão colorida lhe foi entregue com o seguinte bilhete:

            “Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite, A chuva não só tinha encharcado minhas roupas, mas também meu espírito. Aí você apareceu.

            Por sua causa consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele viesse a falecer.

            Deus o abençoe por ter me ajudado.

Sinceramente,

Sra. Nat King Cole”

Para ela, o rapaz desconhecido fez a diferença.

Na esfera do trabalho, fazer com atitude, fazer a diferença, pode significar:

  • fazer aquilo que se gosta;
  • fazer com brilho nos olhos;
  • fazer com vontade, com tesão;
  • fazer aquilo que se gosta;
  • fazer aquilo que se sabe;
  • fazer aquilo que precisa ser feito;
  • fazer com senso de dever, dentro de princípios éticos e morais;
  • fazer de forma proativa, não esperando ordens para agir;
  • fazer de forma a produzir sempre melhores resultados para si e para a empresa;
  • fazer pensando o novo de um jeito novo, não esquecendo que criatividade é pensar coisas novas e inovação é fazer coisas novas. Talvez isto possa ser assim resumido: criar é pensar o absurdo; inovar é transformá-lo em algo lógico, racional e diferente.

Se você quiser ser uma pessoa ou um (a) profissional que faz com atitude, que faz a diferença, pergunte-se sempre: quando foi a última vez que fiz algo pela primeira vez?

Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Fazer com atitude é fazer a diferença
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Últimos Comentários

  1. Jean Pierre Almeida

    Texto excepcional. Vou imprimir o paragrafo “na esfera do trabalho…” e colar em meu espelho para Eu ler todos os dias de manha antes de ir para o trabalho inovar!

  2. Helton Rodrigues

    Boa tarde Luiz,

    o principio da atitude e pró atividade ficou bem claro, meu porém vem do meio de apresentar atividades efetuadas, infelizmente não trabalho com o bom e velho ” puxão de saco” e trabalhar com numeros, planilhas e relatórios não se aplica a empresas familiares, pois é visto como um método massante.
    Possui alguma literatura, dica ou comentário sobre o assunto.

    Grato.

  3. Willian Gil

    Parabéns Fava!, seu texto reflete exatamente o que deve ser praticado nas empresas no atual cenário da economia mundial.

  4. Sergio

    Parabéns pelo texto. Ele atingiu pontos importantes tanto da carreira quanto da vida pessoal de forma precisa e cirurgica.

  5. Luiz Roberto Fava

    Caros Jean, Amanda, Oliveira Sales, Bárbara, Mauro, Willian Gil e Lucimara, agradeço seus comentários e fico feliz em saber que, de uma forma ou de outra, o texto lhes foi útil.
    Se vocês gostaram, recomende a seus amigos. Agradeço a divulgação. Abraços e um ótimo dia a todos.

  6. Luiz Roberto Fava

    Helton, o FAZER COM ATITUDE independe do tipo de trabalho ou da empresa onde ele é feito. FAZER COM ATITUDE é algo que parte de dentro de cada um de nós. É algo diretamente relacionado ao nosso dom, ao desenvolvimento de nossos talentos e em ouvir nossa vocação, aquela voz interior… Sobre tudo isso já me referi em textos anteriores já publicados no site. Grato pela sua participação.

  7. Luiz Roberto Fava

    Sergio, gostei do seu comentário “… de forma precisa e cirúrgica”. Em todo o nosso Viver, certamente estaremos fazendo mudanças em nós mesmos que necessitam, sim, de cirurgias. Remover o velho, o pessimismo, o reclamar de tudo… Cirurgia nisso tudo. Mudamos continuamente e, se tivermos consciência disso, melhor. Seremos mais felizes. Grato pela sua participação. Fava.

  8. Gabriel Iãnez

    Esse texto remete as oportunidades que tenho experimentado, em fazer coisas totalmente novas, pela primeira vez, inventando mesmo. Fazer alguma coisa com ousadia, tem me feito ouvir, comentários, “ele é doido”.
    Parabens pelo seu seu texto!

  9. Luiz Roberto Fava

    Gabriel, você se lembra do ditado “de médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco?”. Parabéns por ser “doido”. Muitas destas “doidices” representam o combustível para a nossa evolução. Grato por sua participação e comentário. Fava

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