10 dicas para entrar na zona do “sem forto” Artigos, Crescimento Pessoal

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Você resolveu mudar alguma coisa dentro de você mesmo?

Você finalmente percebeu que viver na zona de conforto não lhe leva a lugar algum com relação àquilo que você ainda sonha e quer tornar realidade?

Ou você prefere viver na mesmice e tendo a sensação que a sua vida é a melhor de todas?

Ah! Resolveu, enfim, fazer a terapia TBC?

– TBC? O que é isso? Você pode estar se perguntando.

E eu lhe respondo:

– TBC significa tirar a bunda da cadeira.

Existem mudanças sobre as quais não temos controle algum: morte, leis, catástrofes (terremotos, maremotos, tsunamis), ficar velho (a), apenas para citar algumas.

Mas existe outro tipo de mudança sobre a qual podemos ter controle. É a mudança de nossos padrões mentais, os quais vão nos conduzir para quebrar nossos paradigmas a fim de buscarmos um estilo de vida que contribua para a melhoria de nossas oito áreas: física, emocional, intelectual, profissional, financeira, lazer, relacionamentos (inclui a família) e espiritual.

Se você realmente está buscando algo novo e melhor para sua vida, parabéns. Você quer entrar na sua zona do “sem forto” ou, como também é chamada, zona do desconforto.

E, para isso, eu lhe dou 10 dicas.

1 – Aprenda a não fugir das mudanças

Elas são inevitáveis e estão sempre acontecendo de forma ininterrupta, dentro e fora de você. Como afirmava Heráclito de Éfeso (550 a.C. – 480 a.C.): “nada é permanente, exceto a mudança”.

Sendo assim, aceite-as sem resistência. Elas fazem parte integrante das nossas vidas. E por mais que você queira resistir a elas, um dia você sucumbirá.

Em vez de fugir delas, adapte-se a elas, lembrando sempre a famosa frase atribuída a Charles Darwin (1809 – 1882): “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

2 – “Uma longa caminhada começa sempre pelo primeiro passo”

Talvez você já tenha lido ou escutado esta frase de Lao-Tsé, filósofo da China antiga e autor do Tao Te Ching.

Eu, particularmente, acho que esta frase é o mantra de quem resolveu sair da sua zona de conforto.

O mantra de quem percebeu que sua vida está numa monotonia, uma mesmice, de dar dó.

O mantra de quem resolveu dar uma guinada e ir em busca de algo mais interessante e que lhe traga mais equilíbrio e felicidade.

Para isso só cabe a você tomar a iniciativa e iniciar esta caminhada, mudando seus hábitos, vencendo seus medos, arriscando-se mais, desafiando-se mais, motivando-se mais, inspirando-se mais e, acima de tudo, tendo paciência pois mudanças não acontecem da noite para o dia.

Toda grande mudança começa pequena, pelo primeiro passo. Sem ele, certamente, nada de novo irá ocorrer.

3 – Medo de que mesmo?

Você se lembra de quando era criança e que havia um monstro dentro do armário do seu quarto? E você tinha medo de abri-lo? Até o dia que você abriu o armário e constatou que não havia monstro algum. E aí você perdeu o medo.

Muitas pessoas não mudam e continuam na mesma porque tem medo. Só que o monstro não está no armário, mas nas suas próprias mentes.

Todos nós temos algum tipo de medo. É até natural. Mas, para mudar, temos que encará-lo e superá-lo.

Talvez o maior medo seja o de enfrentar o desafio de mudar.

Veja qual é o medo que faz você permanecer na sua zona de conforto. Analise-o, encare-o e descarte-o.

Isto só depende de você.

4 – No meio do caminho tinha uma pedra…

Sabe o que um rio faz quando encontra uma pedra no seu caminho? Ele a contorna e segue adiante.

Quantos empecilhos e obstáculos não aparecem nas nossas vidas e que nos impedem de seguir adiante? Muitos, com certeza.

Entretanto, da mesma forma que empregamos nossas energias para vencer nossos medos, também devemos usá-las para transpor estes obstáculos.

Aja como se você fosse o rio.

5 – Mergulhe no desconhecido

Preste atenção na figura abaixo.

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Todas as vezes que queremos mudar de nível – e, no nosso caso, entrar na zona do “sem forto” – deve-se ter em mente que sempre haverá um “espaço” a ser percorrido, o que pode ser representado por um medo, uma ansiedade, uma insegurança, qualquer tipo de obstáculo, etc.

É neste “espaço”, também chamado de “estado de transição”, que buscamos uma preparação para sair do nível atual e alcançar um nível superior. E, para isso, necessitamos “mergulhar” neste espaço, como o fazemos em uma piscina.

Em um mergulho normal, nosso corpo faz uma trajetória em U, desde o momento da imersão até o momento da emersão.

O mesmo acontece quando “mergulhamos” neste estado de transição:

– ao imergir, “mergulhamos” dentro de nós mesmos e onde buscamos uma compreensão maior dos nossos modelos mentais com relação àquilo que pretendemos mudar;

– ao alcançarmos a maior profundidade (o “fundo” do U), adquirimos um maior conhecimento sobre nós mesmos e sobre a nossa futura realidade e como inicia-la; e,

– ao emergir, estamos aptos a por em prática tudo aquilo para mudarmos e atingir o patamar mais alto. Passamos a agir de forma diferenciada e específica para consolidar a mudança desejada.

6 – No risk, no fun

Sem risco não há diversão.

Sair da zona de conforto é fazer um “empreendedorismo mental”. E como em qualquer atividade empreendedora, existe o risco.

Mire sempre o resultado futuro da mudança para atingir o patamar mais alto. Aja para que tudo de certo, mesmo havendo a possibilidade de dar errado.

Ganhou, celebre! Perdeu, aprenda!

Se perder, vai ficar se lamentando pela perda? Então estabeleça um prazo de absorvê-la  e buscar um outro jeito de fazer acontecer. Que tal 24 horas?

Sim, apenas um dia. Lamente-se, chore, mas não se desespere. Lembre-se do ditado: todos os caminhos levam à Roma. Por isso estabeleça uma nova rota.

E lá chegando, celebre e divirta-se.

7 – Muito prazer. Meu nome é…

Não se acanhe ou se sinta envergonhado em se apresentar a alguém que você não conheça. Particularmente tenho um bom amigo onde nossa amizade começou deste jeito.

Esta atitude poderá lhe proporcionar a oportunidade de propor ideias novas, aquelas que você não tinha iniciativa de propô-las por medo de ser rejeitada ou de você ser taxado de maluco.

Não tenha também medo de dar a sua opinião, pelos mesmos motivos.

Veja bem. Você, alguma vez, deu sua opinião ou apresentou alguma ideia e o seu interlocutor respondeu com um:

– Você é louco?

Em realidade, o que esta pessoa quis dizer foi:

– Eu, no seu lugar, seria considerado louco.

Ele simplesmente fez um julgamento da sua ideia dentro dos seus (dele) parâmetros.

Tenha o hábito de “sair” um pouco para fora de si mesmo lembrando sempre que “de médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco”.

Nestas ocasiões, lembre-se da bicicleta. Uma bicicleta pode leva-lo (a) a lugares diversos e maravilhosos. Uma bicicleta ergométrica faz você pedalar sem sair do lugar.

8 – Enquanto um burro fala…

Aprenda a conversar com pessoas diferentes e, principalmente, a escutá-las.

Certamente você sempre ouvirá algo novo, algo diferente, algo que fuja aos seus padrões mentais.

Mesmo que isto vá de encontro às suas ideias, mantenha sua mente aberta e não julgue no primeiro momento. Afinal de contas, cada um é dono dos seus próprios pensamentos.

E não importa quem seja esta pessoa: um colega de trabalho, seu chefe, o vizinho da sua sogra, o atendente da lanchonete ou o gari da sua rua.

Novas ideias mantem o cérebro ativo e ajuda na busca de coisas melhores, novas habilidades e novas competências.

9 – Nunca pare de aprender

E aqui vale tudo: cursos regulares e de pós-graduação, congressos, aprender um novo idioma, fazer aulas de dança, teatro ou música, viajar pela internet, visitar sites diferentes, leitura, etc.

Mas lembre-se que todo o conhecimento adquirido deve ser praticado. Saber e não fazer é o mesmo que não saber.

Aprender algo novo pode lhe servir de estímulo para alcançar sua zona do “sem forto”.

Nunca pare de aprender. Mente vazia é oficina do diabo. E o diabo é alemão e se chama Alzheimer.

10 – Deixe sua mente à deriva

Você já viu um navio à deriva? Ele se movimenta de acordo com a corrente, indo de lá para cá e de cá para lá.

Faça o mesmo com sua mente. De a ela a oportunidade de “ficar à deriva”.

Por incrível que possa parecer, uma “mente à deriva permite que nossa essência criativa flua, o que pode nos tornar melhores em qualquer coisa que dependa de um lapso de insight, de jogos de palavras criativos a invenções e ideias originais”, como afirma o psicólogo Daniel Goleman.

E este autor vai mais longe ao afirmar que “entre as outras funções positivas da divagação da mente, estão a geração de cenários para o futuro, a autorreflexão, a capacidade de se relacionar em um mundo social complexo, a incubação de ideias criativas, a flexibilidade do foco, a ponderação do que se está aprendendo, a organização das lembranças ou a mera meditação sobre a vida – e também a possibilidade de dar aos nossos circuitos de foco mais intenso uma pausa revigorante”.

Benefícios da terapia TBC

E o que você pode ganhar ao buscar sua zona do “sem forto”?

  1. Você aprende a se conhecer melhor.
  2. Você passa a ser mais responsável sobre si mesmo.
  3. Você a prende a administrar sua própria vida.
  4. Você se torna mais autoconfiante.
  5. Você aprende a lidar com o novo e com as diferenças.
  6. Você percebe que o mundo é bem maior daquele que você aprendeu nos livros de Geografia.
  7. Você percebe que sua mente é infinita, assim como as oportunidades.
  8. Você descobre sua missão e seu propósito de vida.
  9. Você passa a ser mais competente, mais comprometido e mais engajado em tudo o que você faz.
  10. Você, além do constante aprendizado, passa a fazer coisas diferentes e que a maioria das pessoas não faz e nunca pensou em fazer.
  11. Você abre novas oportunidades para alcançar seus objetivos.
  12. Você aumenta sua curiosidade sobre tudo.
  13. Você percebe que, ao mudar seus hábitos, você está mudando sua vida para melhor.

Se a zona de conforto se constitui em algo que nos impede de ir em frente, encarar desafios e nos manter na mesmice dos nossos comportamentos, a busca pela zona do “sem forto” pode nos levar a outros patamares de nossas vidas.

Entretanto, a responsabilidade para que isso aconteça está nas mãos de cada um de nós. Somente nós temos o poder de escolher entre ficar pedalando uma bicicleta ergométrica, que não nos leva a lugar nenhum, ou praticarmos diuturnamente a terapia TBC.

Fava Consulting – qualidade de Vida Integral, sempre

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

10 dicas para entrar na zona do “sem forto”
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