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Qual seria sua resposta se você recebesse uma propaganda de um plano de saúde com os seguintes dizeres: “UTI grátis por 365 dias”? Você:

a) acha a propaganda enganosa;

b) pensa em trocar seu plano;

c) vai buscar mais informações; ou

d) vai pensar na sua saúde para evitar que o pior aconteça.

Para muitas pessoas, a alternativa d foi a mais frequente.

Infelizmente o número de pessoas que agem preventivamente em relação à sua saúde ainda é muito pequeno. Além disso, todo o conforto da vida moderna, aliado ao ritmo frenético do trabalho, contribui para que as pessoas não pensem muito na sua saúde e muito menos em desenvolver atividades que as tornarão mais saudáveis com o avançar da idade.

“Nosso organismo precisa de muito pouco para ser saudável. Alimentação adequada, sono reparador e atividade física diária, aliados a períodos de relaxamento e meditação, constituem o conjunto de procedimentos para tal”, afirma o preparador físico Nuno Cobra

A verdade é que existe uma tendência cada vez maior pelas facilidades tecnológicas em detrimento das atividades físicas que demandem um gasto calórico. Assim, usa-se o carro para ir à padaria que está a dois quarteirões de casa, o elevador para subir ou descer dois andares, o controle remoto da TV e do aparelho de som ou a escada rolante do shopping center. Só falta, agora, instalarem esteiras rolantes nas calçadas. Tudo isso faz com que as pessoas incorporem à sua vida a lei do menor esforço e acabem ficando mais comodistas, mais sedentárias e… mais doentes.

O sedentarismo é considerado pela OMS como um dos males do século XXI e, junto com as doenças produzidas, uma das maiores causas de óbitos entre adultos, no mundo. Entre estas doenças estão a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, aumento do colesterol ruim, infarto do miocárdio, ansiedade, depressão e aumento da probabilidade de morte súbita.

No Brasil, 70% da população é sedentária, sendo que os grupos mais sujeitos a sofrer suas consequências são o das mulheres, idosos e o das pessoas com baixa escolaridade.

Considerações sobre a atividade física

A atividade física produz e libera no organismo uma série de substâncias que agem sobre todos os sistemas orgânicos e melhorando, em muito, todas as suas funções.

Qualquer atividade física, de acordo com a OMS, deve ser praticada, inicialmente, por 15 minutos e, gradativamente, chegar aos 45 a 60 minutos por dia. O mais recomendado é ter uma prática por uma hora, três vezes por semana ou 30 minutos diariamente.

Com relação ao tipo de exercício, pratique aquele que lhe dá prazer. Andar, nadar, pedalar, patinar, dançar, praticar ioga ou tai chi chuan são alternativas recomendadas.

Também é importante salientar que:

  • a maioria da população inativa pode melhorar sua saúde e seu bem-estar tornando-se moderadamente ativa através de um trabalho físico regular;
  • a atividade física não precisa ser extenuante para que seus benefícios sejam alcançados; e,
  • tais benefícios podem ser aumentados à medida que são aumentadas a quantidade, a frequência e a duração da atividade física.

Os benefícios alcançados não se restringem ao grupo etário. Em uma pesquisa realizada em 50 pessoas sedentárias, entre 60 e 75 anos, após seis meses, de prática, mostrou uma diminuição média de 35% do risco de infarto do miocárdio. Para mais, a prática de uma atividade física em idosos, diminui o risco de quedas pelo fortalecimento dos músculos e articulações, atrasa ou previne as enfermidades crônicas e aquelas associadas ao processo de envelhecimento, inclusiva as degenerativas do cérebro.

De uma forma global, a atividade física melhora a qualidade de vida do ser humano e aumenta sua capacidade para viver de forma mais independente.

Finalmente, as pessoas poder ser divididas em três grupos:

  • o sedentário típico, aquele que se rodeia de todas as facilidades da vida moderna, como telefone sem fio, controle remoto, uso do disk qualquer coisa, uso do carro, do elevador e da escada rolante;
  • o intermediário, aquele que é consciente que necessita praticar uma atividade física, porém mantém o sedentarismo por não saber qual o tipo de atividade será praticado; e,
  •  o ideal, aquele que pratica exercícios com regularidade.

Se você faz parte do terceiro grupo, parabéns!

Se você faz parte do segundo grupo, que tal pensar em mudar?

Agora, se você faz parte do primeiro grupo, cuidado, muito cuidado. Amanhã seus amigos e colegas de trabalho poderão estar dando os pêsames aos seus familiares.

Lembre-se que o seu, o meu, o nosso viver é feito de escolhas. E você pode ter feito a escolha errada. Pense nisso!

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

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