Bom humor e comunicação Artigos, Comunicação

Desde o nascimento, o Ser Humano se comunica. Seja pelo choro, pelo riso, pelo movimento de seus braços e pernas… E assim será pelo resto de sua vida.

Saber se comunicar em um mundo globalizado não é mais competência; é obrigação.

Não cabe aqui discorrer sobre o processo, o qual envolve o emissor, a mensagem e o receptor. O que também inclui as respectivas interpretações: a do emissor ao enviar a mensagem e a do receptor, que será filtrada pelo seu sistema de crenças, valores, princípios e experiência de vida antes de ser interpretada.

Sem esquecer que uma interpretação errônea da mensagem por parte do receptor pode originar sentimentos e comportamentos que poderão levar a conflitos e, até mesmo, agressões físicas.

Já me referi a este assunto no capítulo “Anjos e demônios” do meu curso on line Gerencie a sua Vida usando o tempo a seu favor.

Após escrever meus dois últimos textos relacionados ao humor propriamente dito (“Psiconeuro… o que?” e “Bomumor S.A. – Uma empresa bem humorada), hoje quero me dedicar um pouco ao humor na comunicação. Aquele que nos faz rir através de uma piada, uma sátira, uma imagem, um texto, etc.

Este texto compila todo um material que foi retirado de diversos sites da Internet. Espero que vocês dêem boas risadas. Seu corpo e sua mente certamente irão agradecer.

Exemplos de piadas

Nos textos abaixo, o humor está na interpretação errônea da mensagem por parte do receptor.

O marido chega em casa após um dia de trabalho e fala de forma romântica à esposa:

– Querida, quero amá-la.

E ela, que não está nem aí:

– A mala? É só pegar dentro do armário.

Um dentista, de uma daquelas cidades do interior banhada por um rio, atende um morador da área rural. Após a extração de um dente, recomenda:

– Nada de café quente na boca. Volte aqui depois de cinco dias.

Cinco dias depois, o paciente retorna com a boca cheia de feridas. Ao que o dentista pergunta:

– O que aconteceu na sua boca?

– Ué, dotô. Eu num sei. Mas eu fiz o que o dotô mandô. Enchi a boca de café quente e fui nadá.

Uma outra fonte humorística ocorre onde existe uma presunção causada por estereótipos, como no exemplo abaixo.

O presidente Obama e sua esposa vão a um restaurante para jantar.

Lá chegando, ela encontra um conhecido, que estava no balcão, e começam a conversar de forma bem descontraída por alguns minutos.

Ao se dirigirem à mesa, Obama pergunta:

– Quem era?

– Um ex-namorado da época da faculdade. Hoje é um engenheiro muito famoso.

– Ah! Se você tivesse se casado com ele, hoje você seria a esposa de um engenheiro famoso.

– Aí é que você se engana, querido. Se eu tivesse me casado com ele, hoje ele seria o presidente dos Estados Unidos.

Outras vezes é a falta de pontuação que dá margem a várias interpretações. Veja o exemplo.

Um homem muito rico estava passando muito mal, internado em uma UTI. Pediu papel e caneta e escreveu:

Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou ao pobre.

E morreu sem fazer a pontuação do texto.

Ficou a pergunta: quem seria o herdeiro de sua fortuna?

O sobrinho assim pontuou a frase:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou ao pobre.

A irmã pontuou desta maneira:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou ao pobre.

Já o padeiro ao interpretar a mensagem, assim a pontuou:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou ao pobre.

Por último, um pobre que sempre recebia ajuda do falecido, pontuou:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou ao pobre.

Outra maneira onde o humor está presente é naqueles casos onde a mensagem é emitida pelo profissional que ocupa o cargo mais alto e esta vai sendo transmitida, de acordo com a interpretação de cada um, aos escalões menores. Veja o exemplo:

De: Presidente

Para: Diretoria

Na próxima segunda-feira, aproximadamente às 20 horas, o cometa Halley passará por aqui. Trata-se de um fenômeno que ocorre a cada 76 anos.

Assim peço que os funcionários estejam reunidos no pátio da fábrica, todos usando capacete, para que eu possa explicar o fenômeno a eles.

Se estiver chovendo, não poderemos ver o espetáculo a olho nu e todos deverão se dirigir ao refeitório onde será exibido um filme-documentário sobre o cometa Halley.

___________________________________________________  

De: Diretoria

Para: Gerentes

Por ordem do presidente, na sexta-feira às 20 horas, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica.

Se chover, os funcionários deverão ser reunidos, todos com capacete de segurança e encaminhados ao refeitório, onde o raro fenômeno aparecerá, o que acontece a cada 76 anos a olho nu.

___________________________________________________  

De: Gerentes

Para: Chefes de Produção

A convite do nosso querido diretor, o cientista Halley, de 76 anos, vai aparecer nu no refeitório da fábrica, usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre segurança na chuva. O diretor levará a demonstração para o pátio da fábrica.

_____________________________________________________    

De: Chefes de Produção

Para: Supervisor de Turnos

Na sexta-feira, o diretor, pela primeira vez em 76 anos, vai aparecer nu no refeitório da fábrica, para filmar o Halley, o cientista famoso e sua equipe.

Todo mundo deverá estar de capacete, pois vai ser apresentado um show sobre segurança na chuva.

O diretor levará sua banda para o pátio da fábrica.

________________________________________________   

De: Supervisor de Turnos

Para: Funcionários

Todo mundo nu, sem exceções, deve estar no pátio da fábrica, na próxima sexta-feira às 20 horas, pois o manda-chuva (presidente) e o Sr. Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme “Dançando na chuva”. Todo mundo no refeitório de capacete. O show ocorre a cada 76 anos.

_____________________________________________________   

Aviso a todos

Na sexta-feira, o chefe da diretoria vai fazer 76 anos e liberou geral para a festa no refeitório, às 20 horas.

Vão estar lá, pagos pelo manda-chuva, “BILL HALLEY E SEUS COMETAS”. Todo mundo nu e de capacete, pois a banda é muito louca e o rock vai rolar solto, mesmo com chuva.

_____________________________________________________

Outra fonte de humor reside na forma como a palavra é escrita, o que pode gerar uma interpretação que leva ao riso, como no exemplo abaixo.

Um advogado é chamado ao escritório do juiz, antes da audiência. Diz o juiz:

– Olhe o erro grosseiro cometido logo no início de sua petição: esselentíssimo juiz.

Rindo bastante, o juiz perguntou:

– Por acaso o senhor foi meu aluno na Faculdade?

– Fui sim, disse o advogado. E gostaria que o meritíssimo me apontasse o erro.

– Por acaso o senhor não sabe que excelentíssimo é com x?

– Acredito, senhor juiz, que a expressão inicial pode dar margem a uma dupla interpretação. Se o nobre colega queria se referir à excelência de seus serviços, concordo em usar o x. Mas eu me referi à morosidade da Justiça. Assim sendo, o erro está na união das palavras. O que quis dizer foi esse lentíssimo juiz.

Você, caro leitor ou leitora, já imaginou as conseqüências que um julgamento e uma conclusão precipitada podem causar?  Então veja o exemplo abaixo.

Uma senhora idosa está na calçada tentando atravessar uma avenida de grande movimento. Ela hesita…, tenta ir, mas não consegue.

Neste instante, um homem toca seu braço e pergunta se poderia atravessar a avenida com ela.

– Claro que sim, disse ela.

A velha senhora deu-lhe o braço e iniciaram a travessia.

Só que ela ficou apavorada ao ver carros brecando com estardalhaço, um barulho ensurdecedor de buzinas, reclamações, xingamentos…

Ao chegar ao outro lado, ele, muito nervosa, diz ao homem:

– Você quase nos matou!!! Até parece que você é cego.

– Mas eu sou! Por isso lhe perguntei se poderia atravessar com a senhora.

Mas o humor na comunicação também pode estar em imagens. Selecionei algumas como exemplos.

Depois destes exemplos, aprimore-se para ser claro ao se comunicar. E pergunte sempre ao seu interlocutor se ele/ela entendeu a SUA mensagem.

Caso queira saber um pouco mais sobre isso, leia meu texto “Enquanto um burro fala…”

Pode parecer um paradoxo, mas humor é coisa séria.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Bom humor e comunicação
0 votes, 0.00 avg. rating (0% score)

Últimos Comentários

  1. roberto carlos marques lopes

    Dr. Fava
    seus textos sempre claros e objetivos transmitem com qualidade suas idéias.
    um grande abraço
    Roberto

  2. Alan Bertulucci Gomides

    É isso Dr.Fava,

    Não dominamos o que nós mesmo inventamos: nossa comunicação.

    Muito bom.

    Tudo de bom.

  3. Luiz Roberto Fava

    Olá Cândido,
    Que bom que você gostou das piadas. Você deve ter rido bastante.
    Por isso gosto do ditado: não leve a Vida tão a sério. Você não vai sair vivo dela.
    Rir e gargalhar fazem muito bem ao corpr e à mente.
    Abraços,
    Fava

  4. Jovino Moreira da Silva

    Olá Fava: Gosto muito de seus artigos. Faz tempo que não me comunico com você porque estive atuando nas roças onde não há sinal de Internet. Estou de folga na cidade e pude ler suas mensagens. Gosto muito do tema Humor e ele faz parte de um trabalho que estou realizando e que resultou em uma metodologia para aplicar ao desenvolvimento de sistemas humanos. Em breve lhe envio algumas folhas do manuscrito para sua apreciação. Estou em débito com você, mas espero que logo possa enviar meus trabalhos para sua leitura. Continue assim. Sua página está muito boa. Abraços. Jovino

  5. Luiz Roberto Fava

    Caro Alan,
    Antes de dominarmos nossa comunicação, devemos dominar nossos pensamentos.
    Sem isso falsas interpretações, conflitos e agressões continuarão existindo.
    Abraços,
    Fava

Deixe um Comentário