Ressonância mórfica Artigos, Crescimento Pessoal

comportamento-mudanca-atitude

Muitas vezes, em minhas palestras, pergunto às pessoas:

– Quem, aqui, se considera a mesma pessoa de cinco anos atrás?

Invariavelmente, ninguém levanta a mão.

É certo que, com o passar do tempo, nós mudamos nossas crenças e nossos comportamentos. No entanto, muitas vezes estas mudanças não vem acompanhadas da pergunta: por que mudamos? Mudamos sem ter consciência da mudança. Simplesmente mudamos.

Quantas vezes você, ao ver alguém que você conhece ter um outro comportamento daquele que estava acostumado a ver, você exclama:

– Nossa, como o fulano está diferente. Nem parece a mesma pessoa.

Pois bem, existe uma teoria para este tipo de mudança de comportamento relatada por Ken Keyes Jr., em 1952 e que dá título ao seu livro O centésimo macaco.

Durante 30 anos, ou mais, uma espécie de macacos, Macaca Fuscata, foi observada em seu estado selvagem em ilhas japonesas. Na ilha de Kochima, os pesquisadores lançaram, de aviões, batatas-doces para sua alimentação. Como as batatas caiam na areia, elas ficavam impregnadas com a mesma, o que alterava o gosto.

Certo dia, uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que, ao lavar as batatas, a areia era removida, melhorando o gosto.

Ela ensinou sua mãe a lavar as batatas, assim como os outros, que também aprenderam e passaram o ensinamento às suas respectivas mães.

Em pouco tempo (1952-1958) todos os macacos da ilha aprenderam a lavar as batatas sujas de areia antes de comê-las.

Foi então que aconteceu algo inusitado, surpreendente, sensacional.

Quando um número de macacos (não se sabe ao certo a quantidade) já tinha aprendido este novo hábito (comportamento), de repente MAIS UM aprendeu (este seria o centésimo macaco) e, nesse momento, e de alguma forma, o acréscimo de energia do centésimo macaco rompeu uma “barreira” e o hábito de lavar as batatas disseminou-se entre os macacos de outras ilhas SEM QUE HOUVESSE QUALQUER TIPO DE COMUNICAÇÃO DIRETA OU CONTATO FÍSICO ENTRE ELES.

O centésimo macaco foi o anônimo que superou o “número crítico” da espécie e cuja mudança de comportamento faz com que todos os macacos passassem a lavar as batatas-doces antes de comê-las.

O mesmo pode servir de analogia para nós, seres humanos. Quando um “número crítico” de pessoas muda seu comportamento, tudo pode mudar.

Essa descoberta mostrou que, quando um número de pessoas adquire certo conhecimento, ele pode ser transmitido de uma mente para outra quando MAIS UMA pessoa toma consciência dele.

Bastaria apenas MAIS UMA pessoa sintonizar esta nova consciência para que a energia contida nela (no pensamento) se expandisse para outras pessoas.

Para onde direcionamos o nosso pensamento, é para lá que segue a nossa energia. E isto funciona tanto para o lado do Bem, como para o lado do Mal. E aí a escolha é de cada um, particular, individual.

Em 1981, Rupert Sheldrake lançou o livro E New Science of Life: The Hypothesis of Formative Causation, onde ele propõe uma teoria sobre como tudo aquilo que é vivo aprende e adquire novas formas.

Ele afirma que “existem ordenadores invisíveis” que controlam todos os sistemas, produzindo forma e comportamento sem o uso da energia convencional, mas usando uma energia virtual que está além das barreiras de tempo e espaço.

Afirma o autor que “sempre que um indivíduo de uma espécie aprende ou descobre um novo hábito, procedimento ou atitude, isso repercute no campo ordenador invisível de toda a espécie. Se essa atitude for repetida por muito tempo, imporá uma ressonância mórfica que influenciará todos os indivíduos da mesma espécie.”

O exemplo do “centésimo macaco” demonstra que, quando um hábito é difundido sem haver influências genéticas ou comunicação entre os membros da espécie, este é feito através de uma memória coletiva alimentada ou constituída pela ressonância mórfica.

Agora, olhe para dentro de si e pergunte-se:

– Em que ocasião, na minha vida, eu fui o “centésimo macaco”?

De nada adianta criticarmos as atitudes dos outros se não fizermos nada para que as coisas melhorem.

Para que nos tornemos o “centésimo macaco” precisamos derrubar nossas próprias crenças, estarmos dispostos a abrir nossas mentes para mudarmos e influenciarmos aqueles que estão a nossa volta.

Mas esta mudança só ocorre em um lugar: dentro de nós.

Convido a todos a assistir o vídeo abaixo. Ele nos dá um excelente exemplo de mudança de atitude. Que ele o (a) ajude a refletir sobre este assunto.

Fava Consuting – Para viver com muito mais Qualidade

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Ressonância mórfica
0 votes, 0.00 avg. rating (0% score)

Últimos Comentários

  1. neuza

    Olá Fava
    Teremos um mundo melhor, quando fizermos nossa parte e mais pouco, claro sem reclamar!!!!
    Parabéns pelo texto
    Abraços

Deixe um Comentário