“Síndromes” do universo corporativo – A “síndrome” do sapo fervido Artigos, Empresas

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Vivemos em um mundo de mutações constantes e que acontecem em espaços de tempo muito pequenos.

Cada vez mais pessoas e empresas se veem frente a novos desafios, tendo que realizar mudanças, em si e nos negócios, e estarem preparadas para cada nova oportunidade que surgir.

Estas mudanças, e também as circunstâncias a elas relacionadas, não escolhem mais tempo e lugar. A verdade é que são cada vez mais rápidas, imprevisíveis, às vezes complexas, inesperadas e que, amanhã, já terão sido substituídas por outras.

Para gestores e executivos, a impressão é que seus dois olhos já não conseguem acompanhar o ritmo frenético que o mundo globalizado lhes impõe.

Olhamos à nossa direita para focarmos em algo e, em um curto espaço de tempo, uma nova mudança está acontecendo à nossa esquerda. E o pior é que não conseguimos ver duas coisas ao mesmo tempo. A não ser que tenhamos, bem desenvolvido, um certo “estrabismo” para os negócios.

Com a mesma velocidade que as coisas acontecem, o mesmo deve se dar com a nossa adaptação para as diferentes e constantes mudanças às quais temos que nos submeter.

Charles Darwin afirmava que “não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, e sim a que reage melhor às mudanças.”

No ano de 2006, Sir Ken Robinson profetizava: “não temos a menor ideia do que acontecerá no futuro. Ninguém sabe como será o mundo daqui a cinco anos.”

O que se sabe é que o sinônimo de Vida é uma mutabilidade contínua e rápida, repleta de incertezas e turbulências. E, neste cenário, devemos desenvolver a capacidade de nos adaptarmos às mudanças sem perder a nossa essência, nossos princípios e nossos valores e, principalmente, nossa saúde física e mental.

Se você, caro leitor, cara leitora, se identificou como um personagem desta “correnteza permanente”, como sugere Peter Vails, então você vai entender o que é a “síndrome” do sapo fervido.

Síndrome do sapo fervido

Imagine uma panela com água em ebulição. Nela você coloca um sapo. Qual será a reação dele?

Devido à alta temperatura, ele vai pular para fora da panela.

Agora imagine que você enche uma panela com água fria e nela você coloca um sapo. Leve esta panela ao fogo fazendo com que a temperatura suba bem lentamente até entrar em ebulição. O que acontecerá com o sapo?

Ele permanecerá quieto enquanto a temperatura vai subindo. E, à medida que ela sobe, ele não se dá conta, vai se adaptando, e acaba morrendo cozido.

Esta “síndrome” acomete aquelas pessoas que não se dão conta das mudanças que estão ocorrendo constantemente. São aquelas pessoas que acreditam que tudo caminha bem, que a turbulência vai passar, que ao esperar mais um pouco, tudo se resolve.. E o tempo vai passando, as coisas pioram… e elas acabam “morrendo cozidas”.

Acomodar-se a uma rotina em tempos de mudanças frequentes e imprevisíveis é assinar o próprio atestado de óbito.

Por isso devemos estar atentos e “pular para fora da água fervente” sempre que a situação assim o exigir. Não devemos esperar para ver o que vai acontecer no dia seguinte, mas sermos muito flexíveis para, além de enfrentar a mudança, garantir a nossa “sobrevivência”.

Infelizmente não temos o controle sobre o futuro.

O triste é ver que muitas pessoas e empresas são “sapos fervidos”, que se acomodam e ficam à espera que algum príncipe encantado chegue em um fogoso corcel branco para resolver todos os seus problemas.

Devemos, isto sim, desenvolver a habilidade para “saltar”, “pular” e “cair fora” para não morrermos “fervidos”.

E, para isso, devemos nos transformar em pessoas altamente dinâmicas, tanto física como mentalmente, e nos adaptarmos com rapidez a este presente altamente inconstante.

O máximo que pode acontecer é você ficar um pouco “cozido”. Mas você estará muito vivo!

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

“Síndromes” do universo corporativo – A “síndrome” do sapo fervido
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