Modernidade – Sinônimo de doenças crônicas Artigos, Estresse, Qualidade de Vida, Saúde

A quantas anda a sua saúde? Boa? Média? Ruim?

Você pratica prevenção para não ficar doente?

Vai ao médico regularmente? Faz check up anual?

Dependendo de suas respostas e se você respondeu NÃO às três últimas perguntas, cuidado!

A Organização Mundial da Saúde vem alertando para o crescimento contínuo de doenças relacionadas à modernidade, principalmente as crônicas.

E o que é uma doença crônica? É aquela que não é debelada em um curto espaço de tempo, geralmente em três meses.

Tais doenças, apesar de não colocarem em risco a vida de uma pessoa, podem ser extremamente sérias e levar ao óbito. São doenças permanentes, que evoluem de forma prolongada e onde, geralmente, não existe cura, o que afeta de forma negativa a saúde da pessoa, seja ela física ou mental.

A notícia boa é que elas podem ser controladas o que acarreta uma melhor qualidade de vida aos seus portadores.

As principais doenças crônicas que afetam uma grande parte da população mundial são:

  • diabetes;
  • hipertensão arterial (pressão alta);
  • obesidade;
  • doenças respiratórias;
  • doenças cardíovasculares;
  • AIDS;
  • a maioria das doenças auto-imunes;
  • a maioria das parasitoses;
  • algumas infecções.

Para a OMS, a maioria destas doenças, principalmente as primeiras cinco listadas acima, representam perto de 59% do total de 57 milhões de óbitos e 46% do total de doenças, independentemente de o país ser desenvolvido ou estar em vias de sê-lo.

A modernidade, representada pelos processos de industrialização, crescimento das metrópoles, desenvolvimento econômico, globalização, tem feito com que as doenças crônicas atinjam cada vez mais pessoas, visto que elas, com o correr do tempo, acabam mudando seus hábitos alimentares, tornam-se mais sedentárias e, principalmente, mais estressadas pelas demandas de um mundo globalizado.

A dieta se tornou mais calórica, com aumento do nível de açúcar, gorduras saturadas e sal.

O estilo de vida se tornou mais sedentário, isto é, diminuição da atividade física com a respectiva queima de calorias. Dediquei a este tema um capítulo do meu e-book O Humor também ensina.

E o estresse passou a fazer parte da vida de todos, dentro e fora do ambiente de trabalho.

A impressão geral é que tudo tem que ser feito em velocidades cada vez maiores pois o tempo está cada vez mais curto. E acabamos não tendo tempo para comer de forma correta, termos uma atividade física, curtir os amigos, namorar, ir ao cinema, etc.

Agora, se você acha que vive “a cem por hora”, onde o tempo é curto para todas as suas atividades e você tem que viver no acelerado, recomendo que veja a apresentação abaixo.

Voltando ao nosso tema, todas as doenças crônicas citadas, embora diferentes, apresentam alguns fatores de risco que lhes são comuns:

  • colesterol elevado;
  • pressão arterial elevada;
  • obesidade;
  • tabagismo;
  • consumo de álcool;
  • alimentação carente de frutas e vegetais.

Para se ter uma idéia, 75% das doenças cardiovasculares tem como causa o colesterol alto, a pressão arterial elevada, a dieta pobre em frutas e vegetais, o sedentarismo e o tabagismo.

Mas vamos a mais alguns números:

  • no Brasil, cerca de 59 milhões de pessoas apresentam ao menos um problema de saúde crônico. Isso equivale a 31,3% da população brasileira;
  • cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol elevado, mas menos da metade trata deste problema;
  • cerca de 97% da população brasileira preocupa-se com sua saúde e, destes, 74% cuida do coração e menos de 11% toma alguma atitude frente à saúde;
  • cerca de 22% da população brasileira tem pressão alta;
  • 250 milhões de pessoas, no mundo, tem diabetes tipo 2. No Brasil, são 11 milhões e apenas a metade sabe que tem a doença;
  • nos Estados Unidos a obesidade custa às empresas 45 bilhões de dólares por anos;
  • na União Européia, um quinto das crianças é obesa e, nos adultos, esta doença crônica atinge de 8 a 25% da população;
  • no Brasil, entre 2005 e 2009, houve um aumento de 7% de profissionais que se afastaram do trabalho devido a problemas de saúde;
  • os custos com as doenças crônicas podem chegar a 9 bilhões e 300 milhões de dólares em 2015.

Soma-se a isso outras doenças que vem ganhando terreno frente à modernidade como depressão que, de acordo com a OMS, já está em quinto lugar como incapacitante no ambiente de trabalho, ansiedade e seus distúrbios, síndrome do pânico, estafa, dores na coluna, lesões por esforço repetitivo (LER) e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT).

Em suma, se não houver uma mudança de consciência para combater as “doenças da modernidade”, as pessoas continuarão a “se suicidar” sem perceberem.

Alterações no estilo de vida, de hábitos alimentares, prática de exercícios físicos e eliminação de vícios (fumo, álcool, drogas) certamente farão com que você possa viver mais tempo e com melhor qualidade de vida.

Ser um senescente, e não um senil, deve ser um dos seus objetivos de vida. Já escrevi um texto denominado Se você ainda não é, um dia você vai ser, que trata exatamente sobre isso.

Entretanto, a coisa não se resume apenas ao nível físico, mas também abrange os níveis psíquico e social. Por isso a doença, hoje, é vista também sob estes pontos de vista, levando em conta preferências, expectativas e medos, reações emocionais, processos cognitivos, interpretação das percepções, etc. (fatores psicológicos) além de fatores como outras pessoas, expectativas da sociedade e do meio cultural, influências do círculo familiar, etc. (fatores socioculturais).

Para finalizar, e levando em conta estes dois últimos fatores, deixo, para sua reflexão, o texto do Dr. Drausio Varela chamado A arte de não adoecer, que me foi enviado pela consultora Dilza Maria Franchin.

Se não quiser adoecer – Fale de seus sentimentos
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos “segredos”, nossos erros… O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia!

Se não quiser adoecer – Tome decisão
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – Busque soluções

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a

lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – Não viva de aparências

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – Aceite-se

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – Confie

Quem não confia não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – Não viva sempre triste

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Modernidade – Sinônimo de doenças crônicas
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