Ergofeliciômetro – Parte 2 Artigos, Empresas, Qualidade de Vida

Você é feliz COM QUEM você trabalha?

Aqui o foco são as pessoas com as quais você trabalha: pares, líderes de equipes, superiores hierárquicos, fornecedores, clientes, etc.

A resposta a esta pergunta pode pedir uma parada para sua reflexão, pois está diretamente relacionada a pessoas. E como todos nós sabemos, não existem duas pessoas iguais porque cada uma tem seus valores, crenças, princípios etc.

Importante também é saber que o Ser Humano, na sua trajetória de vida, vai estar sempre se relacionando com outras pessoas; pai, mãe, irmãos, amigos, colegas de trabalho, etc.

O crescimento e o desenvolvimento das relações interpessoais, longas e duradouras, só dependem delas mesmas. Alinhar os mesmos objetivos, os mesmos potenciais, os mesmos valores, mesmo sendo diferentes, faz com que as pessoas aprendam a se conhecer e a viver melhor e de forma mais harmônica.

E isto deve ser traduzido nas ações do cotidiano, do dia-a-dia.

Tom Roth, autor de O poder da amizade (Ed. Sextante), após entrevistar cerca de nove milhões de pessoas em 114 países, verificou que “quem tem amigos no trabalho é sete vezes mais produtivo, criativo e engajado em suas funções na empresa em relação ao funcionário isolado do convívio com os colegas e que aqueles que conseguem estabelecer relações fraternais com pelo menos outras três pessoas são 88% mais felizes em sua vida como um todo”.

Acredito que relações sólidas e duradouras estão baseadas em cinco princípios: confiança, respeito, ética, perdão e transparência. Já me referi a estes princípios em textos anteriores (veja C.R.E.P.T.- Para um final e feliz e seqüentes).

– Você está feliz ONDE você trabalha?

Aqui o foco é a empresa e, principalmente, seu s gestores e o ambiente por eles desenvolvido. Para que a empresa contribua com a felicidade de seus colaboradores, deve desenvolver um ambiente propício e acolhedor além de programas para aumentar o engajamento, a produtividade e a felicidade dos que nela trabalham.

Na atualidade, muitas empresas já possuem uma visão holística do Ser Humano, que possui corpo, mente e espírito. Ela o vê como um ser pensante, que possui emoções peculiares e que assim deve ser tratado e respeitado. Pessoas são pessoas e não ‘coisas’ ou “robôs” passíveis de controle e subordinação cegos.

E, muitas delas, já aplicam um modo de se tentar mensurar a felicidade de seus colaboradores através do Índice de Felicidade no Trabalho.

Por isso, cada vez mais, empresas vem se preocupando em desenvolver e implantar novos programas, novas estratégias e novos benefícios (extensivos aos familiares) para aumentar o bem-estar, a qualidade de vida e a felicidade de seus colaboradores, trabalhando dentro da empresa ou exercendo atividades fora dela (cliente, fornecedores, etc.), considerando as oito dimensões do Ser Humano.

Para não me alongar, citarei algumas alternativas para cada uma delas:

  • dimensão física: assistência médica e odontológica, alimentação, monitoramento de doenças crônicas, atividade física, etc.;
  • dimensão emocional: assistência psicológica, jurídica, psiquiátrica, auxílio ou seguro funeral, cooperativa de crédito, comemorações, prêmios por reconhecimento, etc.;
  • dimensão intelectual: ensino à distância, bolsas de estudo, cursos customizados, universidade corporativa, concursos (poesia, crônicas), etc.;
  • dimensão profissional: horário flexível, proibição de horas-extras, plano de carreira, home office, autonomia, etc.;
  • dimensão financeira: plano de cargos e salários, participação nos resultados, remuneração por resultados alcançados, etc.;
  • lazer: desenvolvimento de hobbies (pintura, artesanato, artes circenses), sessão de cinema ou teatro na própria empresa, etc.;
  • relacionamentos: festas, ações de confraternização, trabalhos com a comunidade, happy hour, etc:
  • dimensão espiritual: capela ecumênica destinada às cerimônias das diferentes religiões de seus funcionários.

Voltemos agora ao título deste texto: ERGOFELICIÔMETRO. Estranha esta palavra, não?

Bem, tentarei explicar. O ergofeliciômetro é um hipotético instrumento para medir a felicidade no trabalho: ergo (trabalho), felici (felicidade) e ômetro (aparelho para medir algo).

A ideia é que ele funcione como um chip implantado embaixo da pele da pessoa, como os chips com GPS colocados em coleiras de cachorros ou nas tornozeleiras de presos que podem sair da prisão em datas especiais.

Já imaginou? Gestores não precisariam mais fazer pesquisas de clima, gastar tempo e dinheiro na contratação de profissionais especialistas em aumentar a felicidade dos colaboradores, etc. Bastaria ele ter um “leitor” do ergofeliciômetro e… pronto. Medidas poderiam ser tomadas de forma rápida com os colaboradores infelizes, como mudar de área dentro da empresa, trabalhar em uma filial em outra cidade ou país, fazer serviço externo junto a clientes e fornecedores ou mesmo sugerir a mudança de empresa.

A verdade é que o Ser Humano nasceu para ser feliz e, no trabalho, a sua felicidade não depende só de você ou só da empresa. Ela depende de ambos.

Hoje o ergofeliciômetro pode ser uma utopia, mas com o avançar da tecnologia…, quem sabe?

Enquanto isso, procure ser feliz! Não só no trabalho, mas em todas as dimensões da sua vida.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Ergofeliciômetro – Parte 2
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Últimos Comentários

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  2. Leoncio Saraiva Madruga

    Caro Dr Fava

    Em nosso produto, que visa o aumento do desempenho e produtividade, e que foi carinhosamente chamado de “chip humano” pelos colaboradores de nosso cliente, incluímos um Ergofeliciômetro. Portanto, a sua “utopia” já é uma realidade. O dado interessante é que a sensação inicial das chefias foi de choque: a primeira pergunta ao analisar os vários gráficos de felicidade diária foi “o que fazer diante da infelicidade das pessoas”. Com o passar do tempo passaram a agir mais naturalmente.

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