O número “EU” Artigos, Crescimento Pessoal

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Muitas vezes escuto pessoas reclamando:

– Para a empresa eu sou só um número.

– Para o governo eu sou só um número.

De minha parte, acredito que não somos apenas um número, mas um conjunto deles.

Vou tentar explicar.

Sempre falo em minhas palestras sobre autoconhecimento que, ao nascermos, acontecem três coisas.

A primeira delas é a primeira grande mudança.

Enquanto vivemos nossa vida intrauterina, vivemos em um mundo “ideal”, fisiologicamente falando: temos amor da mãe, alimentação, temperatura, nosso desenvolvimento é normal…; enfim, temos tudo o que precisamos sem sofrer, de forma direta, a influência do ambiente.

A partir do nosso nascimento, tudo se transforma e vai se transformar diuturna e indefinitivamente pelo tempo que durar a nossa existência.

O vídeo abaixo mostra isto de forma bem clara.

A segunda delas é que recebemos um tesouro chamado vida.

Com todos os seus prós e contras, caberá a nós, exclusivamente a cada um de nós, sabermos aproveitar este intervalo.

E a terceira delas é que começamos a morrer. Não se tem uma segunda opção: nascemos para morrer. Só não sabemos quando, onde e como morreremos.

Mas um dos fatos mais interessantes é que lá pelos seis meses de vida, e creio que poucos sabem disso, nossas impressões digitais estão definitivamente formadas.

Importante? Não. Importantíssimo! Pois é através delas que mostramos ao Mundo que temos uma individualidade, que somos únicos e indivisíveis, que somos um Indivíduo.

Apenas como curiosidade, veja o que a Wikipedia apresenta: “a utilização de impressões digitais para identificar pessoas existe desde a antiguidade em diversos lugares, como Mesopotâmia, Turquestão, Índia, Japão e China, com o objetivo de autenticar documentos e selar acordos civis e comerciais. O primeiro sistema de identificação por impressões digitais foi criado por Francis Galton, com base em anotações anteriores de outros autores. A primeira utilização de uma impressão digital para prender e condenar um criminoso ocorreu na França, em 1902.”

É pela nossa impressão digital, única, pois não existem duas impressões digitais iguais, que somo tranformados em um número, o do nosso RG, o da nossa carteira de identidade.

Sem isso, não somos ninguém para o Mundo.

O RG é o número que nos individualiza. A partir dele vem os outros: CPF, carteira de trabalho, carteira de motorista, passaporte, cliente de banco, de lojas, matrícula em instituições de ensino, etc.

Em resumo: não somos apenas um número, como muitas pessoas reclamam, mas, somos sim, um conjunto de números. Resumindo, nossa individualidade (I), fica assim representada:

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Outro aspecto, também de grande importância, é que o Ser Humano é o único animal, na escala zoológica, que tem a capacidade de pensar e de fazer escolhas, ou seja, tem um livre arbítrio, o qual é dependente apenas da sua própria vontade.

Consciente deste fato, qualquer indivíduo pode escolher entre “ser apenas um número” ou “ser um conjunto de vários números”.

Enquanto o primeiro não se da conta da importância da sua individualidade, o segundo tem consciência clara da mesma.

Enquanto o primeiro se acha vítima e culpa o outro (a empresa, o governo, não importa quem), o segundo tem a consciência de que ele é o dono da sua própria vida.

Enquanto o primeiro sofre da “síndrome de Gabriela” (“eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim”, versos de Modinha para Gabriela de Dorival Caymmi), o segundo sofre da “síndrome da fênix”, a ave mitológica que renascia das próprias cinzas, pois está sempre se reinventando.

Enquanto o primeiro não vivencia que tudo muda a todo instante e tem uma existência calcada em rotinas, o segundo tem a consciência de que tudo está em constantes mudanças e se preocupa em desenvolver sua capacidade de adaptação ao momento atual.

Stephen Covey é de opinião de que o Ser Humano é, fundamentalmente, um produto de escolha. Embora considere que a natureza (genes) ou a criação (educação, ambiente) possam exercer alguma influência poderosa, elas não são determinantes. E acrescenta: “nós nos autodeterminamos por meio de nossas escolhas”.

E é através delas que vamos construir o futuro que queremos para nós, em tamanho e magnitude.

Temos que desenvolver a consciência de que não nascemos prontos e tampouco morreremos prontos, visto que o mundo que nascemos não é o mesmo onde vivemos e também não será o mesmo quando morrermos.

Enquanto vivemos o intervalo entre nascimento e morte, nossa individualidade permanece a mesma, independentemente das mudanças que ocorrem em nosso corpo, nossa mente (mudanças de padrões mentais) e dos papéis que assumimos (pai/mãe, marido/esposa, avô/avó, colaborador/colaboradora, etc.)

Aliás, esta individualidade me fez lembrar daquilo que a Matemática chama de número primo natural. Para quem não se lembra, um número primo natural é aquele que só é divisível por um e por ele mesmo, ou seja, tem apenas dois divisores, como visto abaixo:

N ÷ N = 1

N ÷ 1 = N 

Curiosamente o número 1 não é considerado primo porque tem apenas um divisor: ele mesmo.

Do ponto de vista da numerologia pitagórica o 1 é o único, o absoluto. É a personalidade individual do Ser Humano. É o EU SOU. (Lembram-se de Shakespeare e de sua famosa frase to be or not to be?).

O 1, também de acordo com a numerologia pitagórica, significa liderança, força e ambição. Também é o número que traz coragem, independência, atividades mentais e físicas, individualidade e realizações.

Voltemos ao ponto principal.

Se nos “dividirmos” por nós mesmos, o resultado será sempre 1, Eu mesmo. E se nos “dividirmos” por 1, o resultado será sempre Eu mesmo.

Assim, de um jeito ou de outro, cada um de nós será sempre um indivíduo, único, indivisível.

Para aqueles que vivem reclamando que são apenas números, deixo a sugestão para que pensem melhor a esse respeito.

Somos, sim, um conjunto de números. Mas estes números caracterizam a nossa individualidade. Individualidade esta que será preservada durante todo o nosso viver, independentemente das mudanças que ocorrerão neste intervalo.

Por isso, se pudéssemos nos classificar como um número único, tenho a certeza que este número seria o número EU.

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

O número “EU”
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