A informação e as nossas mudanças Artigos, Crescimento Pessoal

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Cada ser Humano carrega dentro de si, mais precisamente no seu cérebro, um modelo mental daquilo que é, para ele, a sua realidade.

Esta realidade existente dentro do seu cérebro nada mais é do que os estímulos (informações) vindos do ambiente e que nele penetram através dos seus cinco sentidos físicos. E todos eles formam as imagens e a realidade que cada um tem do mundo onde vive e está inserido.

Daí cada ser Humano ter uma individualidade própria, única, indivisível e que o caracteriza como um indivíduo ímpar.

Entretanto, quando o ambiente onde estamos inseridos se modifica, os estímulos (informações) que nos alcançam também mudam.

Analise comigo. Imagine você vivendo como criança em uma aldeia, coisa típica de nossos antepassados.

À medida que você crescia, você ia construindo seu modelo mental recebido de estímulos provenientes de pouquíssimas fontes: os pais, o professor, a autoridade local e o padre ou outro líder espiritual.

Não havia rádio, televisão ou qualquer tipo de comunicação de massa e eram poucas as pessoas diferentes das quais elas poderiam receber influência, mas cuja experiência também era limitada. E esta experiência só era transferida através de conversas repetitivas. O mesmo “obrigado” era ensinado na escola, na igreja e em casa.

Todas as pessoas mais “experientes” reforçavam o mesmo estímulo (mensagem/informação), padronizando comportamentos aceitáveis dentro de um padrão de vida comunitário.

Já na era Industrial, o Ser Humano não recebia os estímulos (informações) apenas das pessoas, mas de outras fontes como jornais, revistas, livros, rádio e televisão.

A Igreja, o Estado e os pais continuavam a falar a “mesma língua” embora os outros maios de comunicação de massa começaram a usar o seu “poder” segmentando-o em vias regionais, étnicas, tribais, etc.

Com isto, muito mais estímulos foram “injetados” na mente das pessoas, o que ajudou a padronizar comportamentos que eram exigidos na era Industrial. Apenas coo exemplo na área do trabalho, alguns padrões eram a lealdade à empresa, “você é pago para trabalhar e não para pensar” ou, ainda, o famoso jargão “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Mas, desde o início do século XXI, outras fontes de informação tornaram-se disponíveis através da tecnologia. Sites de busca, redes sociais, e-mails, uso de tablets e aparelhos de telefonia celular também se juntaram àqueles para disseminar informações.

Com relação à quantidade da informação, reproduzo o que Luciano Pires descreveu em seu texto Geração T:

Nos 40 mil anos que se passaram desde que o homem desceu das árvores até inventar a internet, a humanidade produziu 12 bilhões de gigabytes de informação, algo como 54 bilhões de livros com 200 páginas cada. Agora veja esta: somente no ano de 2002 produzimos os mesmos 12 bilhões de gigas! Geramos num ano o mesmo que em 40 mil anos… Em 2007 forma mais de 100 bilhões de gigas! E em 2012 serão alguns trilhões!

Toda essa quantidade de estímulos (informação) que nos chega em espaços de tempo bem curtos tem, nos dias de hoje, obrigado os Seres Humanos a repensar contínua e frequentemente o “arquivo de informações” a fim de atualiza-las frente às inevitáveis mudanças.

Informações antigas, baseadas em uma realidade que não mais existe, devem ser trocadas e substituídas. Só assim nossas ações não ficarão obsoletas e fora da realidade do momento presente. Só assim não nos tornaremos verdadeiros “dinossauros”, “caretas”, “fora do contexto” e menos competentes.

Esta é a realidade do século XXI. Os estímulos (informações) que nos fazem agir são cada vez mais temporários. Cm isto, nossas ideias, crenças, princípios que, nos dias de hoje, nos desafiam, no dia de amanhã já terão se tornado passado, desvanecendo-se dentro do nosso cérebro.

Estamos à mercê de uma realidade que, ao mesmo tempo, nos causa medo (de mudar) e alegria (ter a oportunidade de escolher coisas melhores).

Quer queiramos ou não, a informação, hoje, nos causa algum grau de mudança, o que altera nossa percepção do mundo e faz mudar nossas ações diárias.

E para que você possa viver melhor e sem se perder nesta realidade fantasmagórica do excesso de estímulos (informação), aprenda a transformar a informação em conhecimento, isto é, aprenda a aplica-la em sua vida diária, mesmo sabendo que ela, logo, logo, se tornará obsoleta.

Devemos ter a consciência de transformar a informação em algo positivo para nossas vidas.

Aprenda a ser seletivo na sua busca e a não perder tempo com tudo que existe sobre determinado assunto. O nosso aprendizado é constante e contínuo e é impossível saber tudo o tempo todo.

Finalmente, aprenda a diferenciar informação de conhecimento. Para isso, cito as palavras de Cortella: informação é algo quantitativo, conhecimento á algo seletivo.

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

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