Ih! Nova ação Artigos, Inovação

inovacao

Inovação, do latim innovatio, nada mais é do que a introdução de alguma novidade (ideia, método ou objeto) na legislação, nos costumes, na ciência nas artes, etc.

Nos tempos atuais, o crescimento da economia global é baseada na inovação, seja em novos produtos, novos processos e novos sistemas, os quais tem um impacto cada vez maior na vida das pessoas em qualquer parte deste mundo globalizado.

Volte um pouco aos tempos de Grahan Bell, o inventor do telefone. Agora, volte ao momento presente e veja quantas inovações ocorreram nestes aparelhos até se chegar aos smartphones de hoje.

Neste espaço de tempo, as pessoas perceberam que poderiam melhorar cada vez mais a ideia original do seu inventor.

11

De uma forma geral uma inovação vem em decorrência de algumas das situações abaixo:

  • em consequência de fatos inesperados;
  • existência de incongruências;
  • por necessidade;
  • por mudanças na indústria ou no mercado;
  • mudanças demográficas;
  • mudanças de percepção; e,
  • novos conhecimentos.

Enquanto a criatividade é o pensar diferente, a inovação é o fazer, o agir de forma criativa, é materializar o novo, o diferente, o inusitado.

Toda inovação, um novo fazer, significa que algo está mudando ou será mudado. Significa uma quebra de paradigmas e padrões existentes.

Mas quando se fala em mudança pessoal, muitas pessoas “tremem na base”, ficam sem ar e com o coração disparado embora não se deem conta que mudanças estão ocorrendo a todo instante, dentro e fora delas.

Ao mesmo tempo, também relutam em mudar, em sair da sua zona de conforto, pois acreditam que mudar vai lhes trazer problemas, que irão correr riscos desnecessários, que vão trocar o que é certo (para elas) pelo incerto, etc.

Tudo está em eterna e constante mudança: o Universo, a Ciência, a Tecnologia e… cada um de nós.

Se você não acredita, veja as mudanças que ocorrem em seu corpo e em sua mente durante o seu viver: a cor do seu cabelo, sua pele, sua estatura, seus valores, suas crenças, suas atitudes, apenas para citar algumas.

Todos nós temos a obrigação de nos conscientizarmos deste fato. Só assim seremos constantemente melhores como Seres Humanos Integrais enquanto vivermos.

Tenha a certeza que o mundo onde você nasceu não será o mesmo enquanto você viver e, muito menos, será igual quando você morrer.

Mudar exige que tenhamos, além de tempo, outras características, como ousadia, flexibilidade, coragem, resiliência, aprender continuamente, ser muito curioso, ter energia e ser um eterno questionador.

Entretanto, muito do não mudar está diretamente relacionado aos nossos modelos mentais, os quais, de acordo com Peter Senge, são assim definidos: são pressupostos profundamente arraigados, generalizações, ilustrações, imagens ou histórias que influenciam nossa maneira de compreender o mundo e nele agir. Em outras palavras, são os modelos mentais de cada indivíduo que definem como o mesmo irá perceber o que está acontecendo à sua volta, como irá se sentir com isso, como ele pensa e, finalmente, como irá agir.

São estes modelos que se traduzem em nossas crenças, nossos princípios, nosso jeito de pensar, nossas opiniões e, por conseguinte, nossas condutas. Isto explica porque as pessoas agem de forma diferente frente a uma mesma situação.

Temos dentro de nós um “sistema imunológico” responsável pela não ocorrência de mudanças. Toda vez que ouvimos a frase você precisa mudar, a mente gera “forças antagônicas” (mudar/não mudar) que tendem a manter a mente em equilíbrio, como afirma Fredy Kofman.

Robert Kegan & Lisa Lahey afirmam: se quisermos entender o desenvolvimento da mudança, devemos prestar mais atenção às nossas poderosas inclinações para NÃO mudar. Essa atenção nos ajuda a descobrir dentro de nós mesmos a força e a beleza de um sistema imunológico oculto, o processo dinâmico por meio do qual tendemos a impedir a mudança, por meio do qual fabricamos continuamente os antígenos da mudança. Se conseguirmos destravar este sistema, liberamos novas energias para apoiar as novas formas de ver e ser.

E quais poderiam ser estes “antígenos da mudança”, aquilo que nos impede de mudar? Para mim, os principais são: medo, inércia, o que os outros vão pensar, inveja, preconceitos, limitações, dúvidas e resistência.

Mas vamos procurar entender melhor este conceito realizando o seguinte exercício.

Fique em pé e com as pernas ligeiramente abertas. Distribua seu peso sobre seus pés de forma equitativa. Nesta posição você certamente percebe que é impossível se movimentar tanto para frente quanto para trás ou para os lados.

Para se movimentar você precisará se “destravar”, terá que colocar todo o seu peso sobre um dos pés para poder tirar o outro do chão. A Física denomina isto de sair da inércia e colocar-se em movimento.

Enquanto eu não tirar um dos pés do chão, abandonar o equilíbrio, sair da “zona de conforto”, eu não conseguirei andar.

Será que você já parou para pensar sobre isso? A grande maioria das pessoas nem se da conta deste processo porque acha que andar é simplesmente colocar um pé na frente do outro e seguir adiante.

A palavra movimento pode significar a variação de posição de um objeto de um local para outro, como ensina a Física; entretanto, existem outras maneiras de se interpretar o movimento.

Por exemplo, o mobilismo de Heráclito de Éfeso, onde o mesmo afirmava que tudo flui. Tudo está em constante movimento. E da o seguinte exemplo: o homem não se banha duas vezes no mesmo rio. Na segunda vez, o homem já não será o mesmo, assim como a água.

Entretanto, neste nosso caso, o movimento é fazer com que a mente produza “movimentos” que levem à ação, a agir de forma diferente, à uma nova ação.

Onde não existe ação, não existe movimento. E onde não existe movimento, existe a zona de conforto, o que leva a pessoa a sempre ter os mesmos resultados.

Assim sendo, quando escolhemos mudar, temos que sair da nossa zona de conforto e, para isso, precisamos:

  • perder o medo;
  • ter uma mente aberta ao novo (valorizar qualquer tipo de ideia, por mais estapafúrdia que seja);
  • sair do marasmo, da rotina, da mesmice e ver o mundo de outra maneira;
  • saber que o risco é inerente à inovação;
  • ter e praticar um aprendizado contínuo (saber e não fazer é o mesmo que não saber);
  • se errar, estar preparado para aprender com o erro e evitar que ele se repita;
  • ter uma inteligência fluída e conseguir mudar de ideia se esta nova ação (mudança) não deu certo;
  • promover “rupturas” para a adoção de novos comportamentos, isto é, ir além da aparência para viver em constante transformação interna (pensamentos, crenças, valores, etc.)

Mas, lembre-se sempre: a mudança e uma nova ação só vão depender exclusivamente de você; a escolha é somente sua.

E se você não estiver a fim de mudar, recorde a famosa frase de Chico Xavier: ninguém pode voltar atrás para fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Ih! Nova ação
0 votes, 0.00 avg. rating (0% score)

Deixe um Comentário