Liderança: “doente” ousadia? Artigos, Liderança

lideranca-integral

Em tempos de economia estagnada, aumento do desemprego e inflação em alta, como a que estamos passando no Brasil neste ano de 2015, as pessoas acabam sofrendo, em maior ou menor grau, algum tipo de estresse, seja pelo medo de ser despedido, seja pelo medo de não poder honrar seus compromissos financeiros, etc.

É neste cenário que a prática da liderança é posta à prova no sentido do líder dar a seus liderados condições para melhorar sua autoestima, aumentar sua produtividade individual e, ao mesmo tempo, tentar diminuir sua carga de estresse. E como já sabemos, o estresse acaba causando consequências danosas para a saúde física e mental de qualquer indivíduo.

Chiavenato nos ensina que as pessoas, dentro de uma organização, podem ser estudadas dentro de duas alternativas:

  • as pessoas como pessoas, dotadas de características próprias de personalidade e de individualidade, aspirações, valores, atitudes, motivações e objetivos individuais; e,
  • as pessoas como recursos, dotadas de habilidades, capacidades, destrezas e conhecimentos necessários para a tarefa organizacional.

Infelizmente muitas empresas e suas respectivas lideranças ainda consideram apenas a segunda alternativa, não levando em consideração a pessoa como um indivíduo, único e indivisível; em suma, um Ser Humano Integral.

Para uma prática mais moderna da liderança, cabem ao líder duas grandes responsabilidades, como pode ser visto abaixo:

Esta figura procura mostrar como o líder desta nova era – era da sabedoria – deve aglutinar aquelas duas maneiras de se estudar as pessoas, como ensina Chiavenato, em apenas uma. Ao considerar seus liderados como Seres Humanos Integrais, e não apenas pessoas ou recursos, ele acaba se tornando um “líder integral”.

Já está provado que tanto líderes mal preparados como empresas onde seus colaboradores são considerados apenas recursos, acabam gerando ambientes “tóxicos” e onde o aumento do estresse acaba trazendo resultados muito negativos, como, por exemplo, altos índices de turnover e absenteísmo.

Sendo assim, o líder deve ter sempre em mente a seguinte pergunta: como agir para manter sempre a produtividade da equipe em alta (“pressão” gerando motivação) e, ao mesmo tempo, dar aos colaboradores condições para que se sintam felizes (bem-estar e qualidade de vida). Parafraseando Shakespeare, “eis a questão”.

Frente a este quadro, surge para mim a palavra OUSADIA, a qual pode ser traduzida por coragem, audácia, atrevimento.

Um líder dos tempos modernos, que atua em cenários econômicos desfavoráveis, deve ser ousado, corajoso, audaz e atrevido para alcançar aquelas duas grandes responsabilidades.

Esta ousadia leva o líder a ter a consciência da individualidade e unicidade de cada um dos seus liderados, visto ser ele também um indivíduo único e indivisível. Assim sendo ele consegue entender que cada um, sendo diferentes, apresentarão também pensamentos, sentimentos e forma de agir também diferentes.

E é esta OUSADIA que pode fazer o líder “quebrar as regras”. Ou seja, não “padronizar” a pensamentos e sentimentos no ambiente de trabalho, mas entender que cada liderado tem sua própria maneira de ser, seu próprio ritmo, e aprender a respeita-los. Afinal de contas, a liderança é um papel assumido por um indivíduo (líder) que também tem seu próprio ritmo.

Um líder integral tem essa visão mais holística. E como as pessoas são diferentes, ele deve estar sempre por perto, ajudando e suprindo suas necessidades.

Feedback constante, desafios, autonomia para tarefas, ouvir de forma empática, reconhecimento são apenas algumas “ferramentas” que um líder integral deve usar para propiciar a seus liderados uma maior motivação extrínseca e cobrar de cada um aquilo que precisa ser feito.

Um líder integral se importa com seus liderados, não apenas interessar-se por eles, mas os traz para dentro de si, principalmente nos momentos mais difíceis.

Por isso esta OUSADIA deve se tornar uma “doença” daqueles que exercem uma liderança integral, uma teimosa ideia fixa, o que trará melhores resultados individuais e da equipe como um todo.

Desta forma, a única “doença” presente em um ambiente de trabalho sadio será a ousadia do líder, visto que ele achará o ponto de equilíbrio entre uma produtividade sem estresse e a felicidade e bem-estar dos colaboradores. Para isso sugiro que você reveja a figura deste texto.

E agora, caro leitor ou leitora, caso você exerça o papel de líder, volte ao título deste texto para então responder a seguinte pergunta:

– Minha liderança é doente ou sadia?

Creio que deu para entender o trocadilho.

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Liderança: “doente” ousadia?
0 votes, 0.00 avg. rating (0% score)

Deixe um Comentário