“Síndromes” do universo corporativo – A “síndrome” de Gabriela Artigos, Empresas

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Se você, caro leitor, cara leitora, gosta da música popular brasileira, certamente se lembrará de dois nomes famosos: Chico Buarque de Holanda e Gal Costa.

O primeiro, compositor e intérprete, é autor de Cotidiano, cujos versos falam:

Todo dia ela faz tudo sempre igual

            Me sacode às seis horas da manhã

            Me sorri um sorriso pontual

            E me beija com a boca de hortelã

Já a segunda, deu vida aos versos de Dorival Caymmi na Modinha para Gabriela:

Eu nasci assim

            Eu cresci assim

            E sou sempre assim

            Vou ser sempre assim

Vendo os versos destas duas canções, dá para perceber a semelhança?

Pois bem. Enquanto mudanças estão sempre ocorrendo no ambiente que vivemos nossas vidas, existem pessoas que não querem mudar acompanhando o fluxo das transformações que acontecem diuturnamente.

São aquelas pessoas que seguem uma rotina predeterminada, que seguem fazendo tudo do mesmo jeito, transformando suas vidas, seja no âmbito pessoal, seja no âmbito profissional, em um cotidiano de mesmice, inativo, monótono e enfadonho.

Tais pessoas vivem suas vidas dentro de crenças e valores rígidos que as impedem de vislumbrar novos horizontes e novas oportunidades.

Vivem repetindo frases como:

  • Vou levando.
  • Deus me guia.
  • Mudar pra que, se sou feliz assim.
  • Sou assim desde criança e não é agora que vou mudar.
  • Prefiro fazer do meu jeito.
  • Nem vem que não tem.
  • Em time que está ganhando não se mexe.
  • Não vou nem tentar, pois sei que não vai funcionar.

Como não se arriscam em nada, preferem viver dentro de sua “zona de conforto”. E acabam colhendo sempre os mesmos frutos e os mesmos fracassos.

Também não se dignam a fazer o mínimo esforço para alterar e melhorar uma vida medíocre e sem horizontes. Diariamente preferem fazer as mesmas coisas de forma mecânica e repetitiva.

Além disso, acreditam que qualquer mudança na sua maneira de pensar e agir pode não ser bem vista pelos outros e acabar causando problemas para si, para a empresa ou para seus amigos e familiares.

É claro que tal comportamento breca, serve de freio, para seu crescimento e desenvolvimento como Ser Humano Integral.

Tudo isso pode ser resumido em uma única palavra: medo. Medo de mudar, medo de arriscar, medo do que os outros vão pensar, medo de fracassar, etc.

Medo é uma reação natural a qualquer tipo de ameaça. Pode ocorrer em qualquer situação de nosso dia-a-dia, como por exemplo, assalto, sequestro relâmpago, etc. No aspecto profissional também existem ameaças como medo de ser promovido e não estar preparados para as novas responsabilidades, medo de demissão, medo de falar em público (entrevista, apresentação), etc.

Para José Emidio Teixeira, existem quatro tipos de pessoas que caracterizam as “gabrielas” de plantão:

  • as que, em função de sua cultura e carência de educação formal e social, conformam-se em viver com horizontes limitados;
  • as que possuem grandes expectativas e potenciais, mas passam a vida frustradas por não encontrarem um ponto de equilíbrio entre sua competência e sua função;
  • as que tem talento mas não se dispõem a suar a camisa para ganhar o jogo. Ficam esperando as coisas caírem do céu e, como isso não acontece, sentem-se injustiçadas por falta de reconhecimento; e,
  • as que estão fora da sua “praia”, desempenhando funções das quais não gostam e tem medo de mudar de atividade.

Viver uma vida desta maneira não é nada bom por três razões:

1ª – quanto mais viver na monotonia, mais a pessoa tende a julgar que seu modo de ser, pensar e agir é o certo e mais dificuldade terá para entender os outros e perceber o que de bom podem proporcionar;

2ª quanto mais na mesmice, menos oportunidades a pessoa terá para usufruir coisas boas e melhores que a Vida tem para oferecer: e,

3ª – quanto mais ela segue com este estilo de vida, menores as chances de descobrir algo novo e bom. A pessoa, pela falta de motivação, evita o novo e a vontade de mudar e continuar aprendendo.

Entretanto, existem três razões que PODEM motivar as pessoas a mudar: dor, pressão e perspectivas.

Quando estamos com alguma dor (barriga, dente) pensamos em procurar um médico ou dentista para saná-la. Mas, se esta dor passa, a nossa motivação também passa.

Quando passamos por algo que nos pressione, como a frase dita por inúmeros médicos “não seja sedentário ou você poderá morrer”, e esta pressão se esvai com o passar dos dias, a motivação para mudar também se esvai.

Quando você tem um novo propósito, um novo desafio, um novo objetivo, e percebe que não irá alcança-lo, a motivação também diminui e deixa de existir.

O que não deve ser esquecido é que viver uma Vida sendo portador da “síndrome” de Gabriela nada mais é do que uma escolha pessoal.

Podemos seguir repetindo os versos das canções citadas, ou não.

E já que somos os condutores de nossas próprias vidas, deixo algumas sugestões para se livrar desta “síndrome”:

  • assuma que você é o único responsável por sofrer da “síndrome” de Gabriela;
  • acredite que você, e a sua vida, podem mudar. Pare de repetir aquelas frases pois o impossível pode, sim, se tornar possível;
  • aprenda a estabelecer metas e objetivos para tudo aquilo que você pode alcançar. Mas esclareça para si mesmo o que você realmente almeja;
  • nunca espere pelas circunstâncias ideais. Tire sua bunda da cadeira e pare de dizer “quando as coisas melhorarem”.

Com critério e planejamento, mas acima de tudo com vontade própria, você pode declarar o fim de uma vida monótona e sem sentido.

Se você se decidir e ter como objetivo a não ser mais uma “Gabriela”, comece respondendo à seguinte pergunta:

Quando foi a última vez que eu fiz algo pela primeira vez?

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

“Síndromes” do universo corporativo – A “síndrome” de Gabriela
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Últimos Comentários

  1. VILMAR CORDEIRO DE ANDRADE

    Excelente texto. Realmente de síndrome de Gabriela quase todos mundo tem um pouco.

  2. VILMAR CORDEIRO DE ANDRADE

    Excelente texto. Realmente de síndrome de Gabriela todas as pessoas tem um pouco.

  3. Luiz Roberto Fava

    Vilmar, grato pelo seu comentário. Creio que muitas pessoas tem medo de mudanças e seguem sendo “gabrielas”. Como não mudam tem sempre os mesmos pensamentos e atitudes, gerando os mesmos resultados. Aí, quando percebem que tudo já mudou, ficam se perguntando o que pode ter acontecido sem que ela percebesse. Vejo isso em pessoas que só vivem em função do trabalho não tendo tempo para a família, os filhos e para si mesmo. Depois, o tempo passa e aí pode ser tarde demais.

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