Nosso maior dom: o poder da escolha Artigos, Crescimento Pessoal

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“O que você vai ser quando crescer?”

Quem nunca escutou esta frase quando era criança? Certamente a grande maioria de todos nós. Pais e parentes as faziam com frequência e lá vinham as mais diferentes respostas: bombeiro, polícia, médico…

Mas naquela altura da vida, não tínhamos a consciência de que qualquer Ser Humano tem o poder de fazer escolhas. Concordo, como muitos, que o poder, a capacidade de escolher é um dos seus maiores dons, senão o maior que possuímos. E o único representante da natureza que possui este dom é o Homem.

Somos o que somos porque fazemos escolhas, embora nossos genes e a influência de nossa criação (escola, família, amigos, etc.) possam exercer algum tipo de influência para que as façamos.

Fazemos escolhas desde o momento que acordamos até o momento de irmos dormir. Escolhemos a roupa que vamos usar, se vamos almoçar em casa ou em um restaurante, se este restaurante é self service ou à la carte, se vamos ao cinema ou não e, em caso positivo, se iremos assistir uma comédia ou um policial, etc.

Dwight D. Eisenhower afirmava que a história do homem livre nunca é escrita pela sorte, mas pela escolha – a escolha dele.

E isto se aplica a qualquer uma das oito áreas que compõem o Ser Humano: física, emocional, intelectual, profissional, financeira, lazer, relacionamentos (inclusive a família) e espiritual.

Seres Humanos agem, animais reagem.

O que determina nossas ações são nossas escolhas. São elas que determinam quem somos, como afirma John Wooden e, por consequência, o rumo que damos às nossas vidas em qualquer dos oito aspectos citados acima.

Stephen Covey, em seu livro O 8º hábito – Da eficácia à grandeza”, afirma: essa capacidade de escolha significa que NÃO somos apenas um produto do nosso passado ou de nossos genes; NÃO somos o resultado do tratamento que recebemos de outras pessoas.Sem dúvida elas nos influenciam, mas elas NÃO nos determinam. Nós nos autodeterminamos por meio de nossas escolhas. Se abrimos não do nosso PRESENTE por causa do PASSADO, precisamos abrir mão também do nosso FUTURO?

Se você escolhe viver no passado, das lembranças, repetindo sempre “no meu tempo”, que chance você está dando a si mesmo (a) para se reinventar , mudar e se tornar melhor?

Muitas pessoas entravam e dificultam sua própria vida porque escolheram tomar decisões erradas. Outras, por outro lado, escolheram caminhos que deixaram sua vida mais fácil e mais feliz de ser vivida.

Eu, particularmente, lembro meu passado para avaliar os erros que cometi, embora, naquele tempo, julguei ter tomado decisões que, a meu ver, eram as mais acertadas. Não me culpo, pois hoje elas formam parte do meu aprendizado; uma maneira melhor de viver o presente e modelar o futuro para viver uma vida mais plena.

John Mitchell afirma que nem sempre conseguimos o que queremos, mas sempre conseguimos o que escolhemos.

Infelizmente existem pessoas que fizeram e fazem escolhas erradas e infelizes; mas, o que é pior, existem outras que não escolhem nada e ficam reclamando que Deus se esqueceu dela, que o culpado é o colega de trabalho, o governo, o tempo… e toda a aquela ladainha que estamos cansados de escutar.

O poder de escolher, o uso consciente de nosso livre arbítrio, é o combustível para termos atitude no agir e no fazer. É este poder que nos faz decidir qual atitude tomar frente a qualquer estímulo, a qualquer problema ou a qualquer situação.

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Ele afirma que entre o estímulo e a resposta existe um espaço onde reside a liberdade e a capacidade de escolher a resposta. E é nessas escolhas que o Ser Humano cresce e é feliz.

Na fig. 1 (espaço pequeno), estão as pessoas que, em função de suas influências genéticas e ambientais são mais reativas e impulsivas. Vou lhes dar um exemplo: se uma pessoa é xingada ou caluniada, ela pode reagir instintivamente e partir até para uma agressão física. Canso de ver pessoas assim.

Na fig. 2 (espaço mais amplo) estão as pessoas que usam conscientemente este espaço, ou seja, pensam antes de emitir uma resposta. São as pessoas que, mesmo diante dos maiores problemas, usam sua liberdade de escolha de forma positiva para enfrentá-los. Volto ao exemplo anterior. Neste caso, a pessoa que foi xingada ou caluniada vai respirar fundo, pensar e escolher a melhor resposta. Neste pequeno espaço de tempo ela poderá, conscientemente, escolher a agressão física ou não, como a melhor resposta.

Aumentar ou diminuir este espaço da nossa liberdade de escolha também é uma escolha. Existem pessoas que tem um espaço grande mas que o diminuem frente a situações adversas. Mas também existem outras que tem um espaço pequeno mas que conseguem sobrepujar seus fatores genéticos e ambientais (sociais e culturais) para ir além.

Mas o mais importante é o fato que, quanto mais ampliarmos este espaço, mais descobrimos que somos fortes e que o nosso potencial é muito maior do que imaginávamos.

E exemplos não faltam. Veja como são as pessoas que perderam tudo e recomeçaram do zero; pessoas que venceram uma doença grave ou um câncer; pessoas que perderam um membro e se tornaram para-atletas, etc.. Para estas pessoas o espaço representado pela liberdade de escolha se era pequeno, foi ampliado e, se era amplo, ficou mais amplo ainda.

Kelly Young afirma que o problema não é o problema. O problema é nossa atitude diante do problema. (a palavra problema, neste caso, também pode ser substituída por circunstância). Podemos escolher entre uma atitude de enfrentamento ou ter uma atitude inversa, ignorando-o ou deixando que acabe por nos consumir física e mentalmente.

No primeiro caso as pessoas controlam suas atitudes, são mais otimistas e veem as crises e adversidades como novas oportunidades. Elas são as pessoas que fazem parte das soluções e não dos problemas.

Já, no segundo caso, as pessoas são controladas pelas suas atitudes. Frente às crises e adversidades, elas se deixam abater, não acreditam que são capazes, são fatalistas, creem que tem carma negativo e, quando algo de bom acontece, acreditam que seja algo passageiro e que coisas ruins e terríveis ainda estão por vir.

poder-da-escolhaEm suma: cada um pode escolher entre se auto-encorajar e se automotivar ou se derrotar e desenvolver a auto-piedade.

Sem esquecer que a escolha é única e exclusivamente individual.

Vou ilustrar estas situações com duas piadas que escutei na minha adolescência.

A primeira se passa em um voo internacional. Na hora do jantar, a aeromoça aproxima-se de um passageiro da primeira classe:

– O senhor vai jantar?

– Quais são as minhas opções?,  pergunta ele.

– Apenas duas: sim e não.

Em uma família havia dois gêmeos idênticos, mas com temperamentos muito diferentes. Enquanto um deles era um otimista nato, o outro era exatamente o inverso.

No dia do aniversário, cada um recebeu um presente. O pessimista ganhou uma bicicleta e o otimista, uma caixa cheia de esterco de cavalo.

Quando o pessimista viu seu presente, exclamou:

– Õ, pai! Quer me matar? Andar de bicicleta é perigoso. Posso cair e quebrar uma perna…, posso ser atropelado…

Quando o otimista viu seu presente, exclamou:

– Legal, pai! Cadê o cavalo?

Um terceiro exemplo vem do texto de Portia Nelson denominado Autobiografia em cinco breves capítulos:

Capítulo 1

Caminho pela rua. Há um grande buraco na calçada. Caio nele. Estou perdida – estou desamparada. Não é culpa minha. Leva uma eternidade para eu encontrar uma saída.

Capítulo 2

Caminho pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Finjo que não o vejo. Caio nele mais uma vez. Não consigo acreditar que estou no mesmo lugar, mas não é culpa minha. Ainda leva u m tempo para sair.

Capítulo 3

Caminho mais uma vez pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Vejo que ele está ali. Continuo caindo nele… virou um hábito. Meus olhos estão abertos. Sei onde estou. A culpa é minha. Saio em uma hora.

Capítulo 4

Caminho pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Dou a volta.

Capítulo 5

Caminho por outra rua.

Você pode ficar de bom ou mau humor ao acordar; aprender ou se vitimizar quando algo de ruim lhe acontece; reagir impulsivamente ao ser ofendido ou abrir um sorriso e tentar um diálogo…, enfim, são as suas escolhas que direcionam suas decisões e suas atitudes.

As escolhas pessoais mostram quem elas são. Muitas vezes, para se conhecer uma pessoa, é desnecessário escutá-la, examinar seu currículo, buscar informações com amigos comuns, etc. Basta ver que escolhas ela faz dentro de suas crenças, princípios e valores.

Nossas escolhas determinam nossa qualidade de vida. Podemos escolher viver felizes e de forma plena ou infelizes e com horizontes diminutos.

Fica claro que, quanto mais ampliamos o espaço de nossa liberdade de escolha, mais nos autoconhecemos e, quanto mais nos autoconhecemos, maior o equilíbrio entre as oito áreas, as quais já nos referimos no início deste texto. E nossa qualidade de vida será muito maior e melhor.

Tenha sempre em mente que o poder de fazer escolhas é o maior poder que o Ser Humano possui.

Agora é com você. Qual é a sua escolha?

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Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

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