“Síndromes” do universo corporativo – A “síndrome do pato” Artigos, Empresas, Recursos Humanos

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Todo Ser Humano é único, indivisível, daí um indivíduo.

Cada um de nós expressa esta individualidade através de seus pensamentos, ações e comportamentos que são ditados pelos seus princípios, valores, crenças, personalidade, etc.

E, por sermos diferentes uns dos outros, nossos comportamentos também são diferentes frente a uma determinada situação.

Estes comportamentos, consequência de nossos padrões mentais, acabam se tornando hábitos. Napoleon Hill, em seu livro As leis do sucesso, afirma: “hábitos representam padrões mentais consistentes e, muitas vezes, inconscientes, que se manifestam automática e involuntariamente nas ações do dia-a-dia. Eles resultam de fazer a mesma coisa, pensar do mesmo modo, ou repetir as mesmas palavras o tempo todo.”

Estes comportamentos que temos perante a Vida podem ser avaliados, julgados ou rotulados pelos outros como características de um personagem, de um animal, ou qualquer outra coisa e que passa a ser descrita ou denominada como síndrome disto ou daquilo.

Vamos procurar entender o que é uma síndrome.

Toda síndrome é caracterizada por sinais e sintomas de uma doença ou condição de saúde, isto é, características que definem uma determinada doença e que a diferencia de outras.

Alguns exemplos são a síndrome de Down, a síndrome de Estocolmo, a síndrome do túnel do carpo, a síndrome do pânico, etc.

Para mais, toda síndrome pode ser de origem física, psicológica ou psicofísica.

Na nossa Vida, seja ela no aspecto profissional ou em qualquer outra área daquelas oito que todo Ser Humano possui, muitos dos nossos comportamentos podem caracterizar alguma “síndrome” (entre aspas, mesmo), ou seja, algo que não é catalogado como doença e que recebe um nome diferente ou jocoso.

A “síndrome do pato” 

Você já reparou bem em um pato? Seja quando foi ao jardim zoológico ou ficou à beira de uma lagoa?

O pato é um animal que consegue fazer três coisas: nadar, andar e voar. Teoricamente, ele pode ser comparado a um peixe, a um pássaro e a um macaco, por andar sobre duas patas.

Só que, apesar destas três características, ele não as usa com maestria. Nada mal e de forma vulgar, voa apenas pequenas distâncias a baixa altura e sem precisão, e anda de forma desengonçada, desajeitada.

Quando trazemos esta figura para dentro do universo corporativo, pessoas que sofrem desta síndrome são aquelas que procuram fazer de tudo um pouco ao mesmo tempo, mas não fazem nada bem e acabam não se sobressaindo frente a seus pares.

Ao realizarmos várias tarefas ao mesmo tempo perdemos nossa capacidade de manter o foco e a concentração naquilo que precisa ser feito, fato já demonstrado cientificamente através de vários estudos.

Paradoxalmente, tais pessoas podem ser valorizadas por alguns que as julgam “esforçadas e cumpridoras de suas obrigações”.

Embora tenham a imagem de se sentirem úteis, indispensáveis e insubstituíveis, acabam se tornando exatamente o contrário: inúteis, dispensáveis e substituíveis.

Felizmente, o “pato” está se tornando uma espécie em extinção.

A velocidade, a competitividade, a produtividade do mundo dos negócios tem exigido, cada vez mais, profissionais preparados para a entrega de resultados que atinjam os objetivos propostos.

Fazer pela metade ou fazer mal feito é coisa do passado.

Agora, se você é visto e julgado por seus pares como portador da “síndrome do pato”, atente para as seguintes sugestões:

  • através do seu autoconhecimento procure descobrir o seu dom e aperfeiçoar os seus talentos.

Valorize sempre seus pontos fortes e suas qualidades, e use-as a seu favor.

  • aumente o seu preparo para se destacar profissionalmente.

Estude mais. Aperfeiçoe-se mais. Desenvolva outras competências. Esforce-se mais.

  • exercite sempre seu poder de foco e concentração naquilo que está fazendo naquele momento.
  • esmere-se para fazer o que tem que ser feito com qualidade e excelência e nunca pela metade ou de qualquer jeito; certamente os resultados serão melhores.

Conhecer todas as fases do negócio é fundamental, mas querer participar de todas elas pode não ser nada bom.

Por isso, procure praticar sua atividade tão bem a ponto de se tornar uma referência reconhecida por seus pares. Só assim as pessoas vão saber o que você pode fazer de melhor e que tipo de benefícios suas ações trazem para elas.

E aí, certamente, elas irão julgá-lo, avalia-lo e rotulá-lo de uma outra maneira e não mais como portadora da “síndrome do pato”.

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

“Síndromes” do universo corporativo – A “síndrome do pato”
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