A alma é o segredo da produtividade: Um “Novo Olhar” Artigos, Produtividade

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Neste último texto gostaria de lançar um novo olhar sobre tudo que foi escrito a respeito de como o intangível (alma) se transforma em tangível (produtividade).

Inicialmente, quero que você atente para o subtítulo deste último texto. Você certamente perceberá que as três letras maiúsculas formam a palavra UNO. Esta palavra pode ser vista, no contexto geral deste projeto, como conectar, agregar, juntar, integrar, ligar-se, prender.

Isto será traduzido pelo esquema no final do artigo, significando que cada texto escrito separadamente tem o seu lugar e que, todos juntos, se integram, se tornam UNO.

Mas voltemos ao contexto de como o intangível se torna tangível.

Do jeito que o mundo corporativo caminha – um trem bala em uma sinuosa montanha russa, como afirma Cesar Souza – faz-se necessário uma mudança de era: da atual era do Conhecimento/Informação para a era da Sabedoria.

Como prever o futuro ficou tão incerto como tentar adivinhá-lo, este é o momento onde é preciso parar para pensar e reiniciar a nossa maneira de olharmos e encararmos este mundo.

Em linhas gerais, a Era da Sabedoria é muito mais psicológica do que determinada por uma data que caracteriza o seu início.

A Era da Sabedoria está dentro de cada um de nós. Para alguns, ela já começou; para outros, ainda é só teoria; e, talvez para a grande maioria, ela ainda não existe.

Como ela não tem data marcada, ela pode começar hoje, amanhã, no mês que vem, no próximo ano… A data para se começar a vivê-la vai depender de cada um.

Com relação ao trabalho, a Era da Sabedoria depende muito mais das pessoas mudarem a maneira como veem sua atividade laboral, de como ela é percebida, e como sua realização pode se tornar melhor para a empresa e para os colaboradores.

O início desta era só depende de você. Quem sabe o que você mais precisa é dar-se um belo pontapé no traseiro. E pedir ajuda se isto for ineficaz.

De qualquer forma, seja bem-vindo à Era da Sabedoria.

Nesta Era você não trabalhará apenas para receber um salário que garanta sua sobrevivência (ser um “cumpridor de tarefas”), mas perceber porque é que você trabalha. E você pode encontrar várias razões para isso, como:

  • porque não tem nada para fazer (estar entediado e preencher seu tempo ocioso);
  • por fazer parte de uma comunidade (relacionamentos);
  • pelos desafios que o trabalho oferece ( sentido de vencer);
  • para aparecer e “se achar” (culto à própria imagem, vaidade profissional);
  • pelo senso de realização (deixar uma marca, um legado);
  • pelo prazer de realizar algo (satisfação íntima);
  • para esquecer seus problemas (fuga);
  • para aumentar seu padrão de vida;
  • para aumentar seus conhecimentos;
  • por pura diversão (fazer de sua atividade um passatempo, divertir-se trabalhando).

Encontrando uma ou mais razões, que não somente a remuneração, já mostra que você já tem um “novo olhar” e não estará sendo um mero “cumpridor de tarefas”.

Resta, agora, você transformar seu trabalho em poiesis.

Isto é, teoricamente, bem simples. Basta você se reconhecer e se identificar naquilo que você faz, na sua obra, no seu produto.

Se você não se vê naquilo que você faz, provavelmente você continuará a ser aquele cumpridor de tarefas, trabalhando apenas para suprir suas necessidades básicas e se mantendo no patamar mais baixo da pirâmide de Maslow.

E como deve ser este “novo olhar”?

Bem, vamos começar fazendo um pequeno exercício, decompondo a palavra PRODUTIVIDADE em três: PRODUTO, VIDA e IDADE. E vamos tentar entendê-las através deste “novo olhar”, como se tivéssemos três olhos, um para cada palavra.

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IDADE

Idade, neste caso, tem a ver com tempo e maturidade.

Não nos tornamos maduros do dia para a noite. Tornamo-nos maduros e evoluímos com o passar do tempo pelo fato de não termos nascido prontos.

Nesta trajetória evolucional, e no que diz respeito à sua atividade profissional, algumas coisas são necessárias para que você não seja apenas um (a) profissional, mas O (A) profissional.

Autoconhecimento, volto a afirmar, é fundamental. A partir daí, seguir sua vocação (sem esquecer seu dom e o seu talento), saber usar suas energias (física, mental, espiritual) e ter entusiasmo é o que você mais precisa para se distinguir nesta nova era.

Estes fatores intangíveis dizem respeito a VOCÊ como indivíduo, como Ser Humano Integral. Eles estão latentes dentro de você. Você só tem que “descobri-los”, “tirar a coberta” e, com o passar do tempo eles serão revelados.

Vocação, energias e entusiasmo fazem com que você tenha motivação para desenvolver sua atividade profissional. O que é traduzido por:

– Oba! Mais um dia. Vou trabalhar.

Em vez de:

– Argh! Ainda não é sexta-feira. Tenho que ir trabalhar.

Mas isto de nada adiantará se o ambiente onde você trabalha não lhe der condições para tal.

Para que possamos ir além nesta ordem de ideias, quero comentar um pouco sobre o papel
do ambiente onde estamos inseridos.

A lei fundamental da genética afirma:

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Genótipo é a composição genética total do individuo, representado pelos seus genes. O genótipo é a composição genética elementar de um organismo, são as características internas de um indivíduo, características passadas dos pais para os filhos, como cor da pele, cor do cabelo, cor dos olhos, altura, tipo físico, etc.

O fenótipo resulta da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. Nem todos os organismos com um mesmo genótipo parecem ou agem da mesma forma, porque a aparência e o comportamento, assim como os demais componentes do fenótipo, são modificados por condições ambientais e de desenvolvimento.

A partir do momento que nascemos, duas coisas se tornam evidentes, constantes e que levaremos até o momento de nossa morte: a comunicação e a ação do ambiente sobre nós. E, quer queiramos ou não, estes dois fatores exercem uma influência “invisível” sobre qualquer um de nós.

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Por isso nunca somos os mesmos com o passar do tempo. Ou alguém poderia afirmar ser a mesma pessoa de cinco ou dez anos atrás?

Através da influência do ambiente representado por pessoas com as quais nos comunicamos constantemente, vamos mudando nossa maneira de ser, nossos valores, nossa maneira de ver e julgar, etc.

No ambiente corporativo, o principal agente desta mudança é o gestor de pessoas.

Através dele é que passamos ao “segundo olho”: vida.

VIDA

No nosso caso, a palavra “vida” se relaciona com “dar a vida”, “vestir a camisa”, “trabalhar com o coração”, “por a alma no trabalho”, trabalhar com amor, prazer e satisfação, amar o que faz; o famoso “brilho no olhar”.

E para que isso aconteça, os gestores deverão estar muito bem preparados pois será através de suas ações que cada colaborador irá alcançar outros “fatores intangíveis” que aumentarão a sua motivação em trabalhar e continuar trabalhando na mesma corporação.

O papel do gestor é fundamental para isso.

Percepção que cada colaborador é um ser único, um indivíduo é o fator fundamental. A partir daí sua comunicação também deverá ser individualizada para cada um dos colaboradores.

De nada adiantará padronizar ideias e comportamentos porque o resultado será inútil.

Cada um será eternamente cada um. Esta verdade é imutável e assim deverá ser respeitada.

A partir dela, cada gestor, através de sua comunicação e de seu preparo, certamente contribuirá para o desenvolvimento individual de cada colaborador.

Assim sendo, outros fatores intangíveis começarão a ser despertados.

Se você já se deu conta de sua vocação, está usando suas energias e tem entusiasmo, seu gestor o ajudará a trabalhar em estado de flow, a aumentar seu engajamento, a tornar mais clara a sua missão e a encontrar o propósito e o significado do seu trabalho.

E, fundamental para que isso tudo ocorra, está o relacionamento interpessoal. É aqui que a “área do coração” tem papel preponderante na produtividade.

PRODUTO

Com relação ao “olho” idade, o responsável é você.

Com relação ao “olho” vida, o responsável é o gestor.

E quem será o responsável pelo “olho” produto?

Produto, neste caso, é o produto final. Aquilo que você entrega e que teve a supervisão e a orientação de seu gestor.

Por isso não existe apenas um responsável pelo produto final. E a resposta da última pergunta é AMBOS.

Tudo isso contribui para você fazer a diferença e deixar um legado. O legado de cada um tem, certamente, duas vertentes: o seu “fazer a diferença”, o que o torna um profissional único e a “diferença” que seu gestor causou em você, fazendo com que você crescesse e se desenvolvesse profissionalmente.

O esquema abaixo traduz, de forma bem resumida tudo que tratamos nos textos anteriores deste projeto.

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E é óbvio que profissionais integralmente felizes tem algumas características, tais como: produzem mais e melhor, são mais engajados, são menos dispersos, tem mais foco no cliente e desejam permanecer na empresa.

Com tudo isso atingimos, finalmente, o estado de MBA.

Embora MBA signifique Master in Business Administration, e frequentar um curso como esse faz você conquistar destaque no mundo corporativo, no nosso caso estas três letras representam o resultado final do seu trabalho:

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Fava Consulting – Para viver com muito mais qualidade

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

A alma é o segredo da produtividade: Um “Novo Olhar”
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Últimos Comentários

  1. Luiz Roberto Fava

    João Carlos, grato pelo seu comentário. Fico feliz por ter gostado. Este texto encerra o projeto “A alma é o segredo da produtividade” onde procurei mostrar como os valores intangíveis que todos nós possuímos são usados para nos tornar profissionais cada vez melhores.

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