A “dança da vaca” Artigos, Crescimento Pessoal

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Certamente, caro leitor, cara leitora, você já deve estar “careca” de escutar a palavra transformação, palavra esta que vem do grego e significa metamorfose, aquilo que muda de forma.

Um exemplo bem significativo é a transformação da crisálida em borboleta. Outros exemplos são vistos na evolução de aparelhos, como os celulares e aparelhos de TV.

Tudo o que transforma, muda.

E nós, Seres Humano Integrais, não estamos isentos destas mudanças constantes. Tanto o nosso corpo como a nossa mente são testemunhas diretas delas, desde o nosso nascimento até o momento de darmos o nosso último suspiro.

Passamos de bebê a criança, pré-adolescente, adolescente, adulto e velho. Quanto o nosso corpo muda neste período chamado Vida?

O mesmo ocorre com a nossa mente. À medida que o tempo passa também mudamos nossos pensamentos, mudamos nossos padrões mentais em busca de um viver com mais qualidade.

Mas também mudamos de emprego, de casa, de status social, de carro, de escola, de país, de relacionamentos, etc.

Assim sendo, a verdade nua e crua é que tudo, inclusive nós, está sofrendo constantes mudanças.

Este fato é muito antigo. Basta lembrar que um dos filósofos pressocráticos, Heráclito de Éfeso (550 a.C. – 480 a. C.), talvez tenha sido o primeiro a afirmar que a única coisa imutável é a mudança. Ele afirmava que o homem não mergulha duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez, nem ele e nem o rio serão os mesmos. Nada é permanente.

Negar que mudanças estão e estarão sempre ocorrendo é negar a própria Vida.

Negar que nada muda é o mesmo que negar que nada evolui e se transforma.

Infelizmente (ainda) existem pessoas que não se dão conta que as mudanças e transformações são constantes, não param e não se deixam parar. Infelizmente não podemos gritar: “Chega de mudanças!” Podemos até tentar, mas estaremos gastando nosso tempo e nossa energia.

Outros, ainda, tem a consciência deste fato, mas por sua livre e espontânea vontade, não querem mudar e preferem viver suas vidas dentro de sua zona de conforto.

Por incrível que possa parecer, é através das mudanças que crescemos e nos desenvolvemos como Seres Humanos Integrais.

Através delas vamos nos adaptando ao momento atual das nossas vidas. Sim, porque mudanças também nos ajudam não só a lidar, mas também a superar momentos ruins e as adversidades que permeiam nosso caminho.

Muitas vezes o inesperado não bate à porta. Ele entra em nossa Vida sem pedir licença e aí…

Bem, são nestes momentos que teremos que fazer algum tipo de escolha que, basicamente, são apenas duas: ou nos deixamos consumir por ele, com todas as consequências físicas e mentais decorrentes, ou o encaramos, arregaçamos as mangas e, quebrando nossas resistências, nos aventuramos a abrir nossa mente a novas ideias e possibilidades para superá-lo traçando um novo caminho, talvez inusitado, mas que possa nos levar a supera-lo.

Mudar pode não ser algo muito fácil visto que, para isso, temos que mudar nossas crenças, nossos pensamentos, nossas atitudes e nossos hábitos. Veja, por exemplo, um fumante. Para ser curto e grosso, ele tem duas possibilidades ao seu alcance: ou ele para de fumar ou morre em decorrência de problemas pulmonares.

Uma mudança requer ultrapassar obstáculos. Alguns deles nada mais são do que sentimentos pessoais e que produzem atitudes de não-mudança. Alguns deles são:

  • medo e resistência ao novo;
  • hábitos enraizados que geram atitudes automáticas;
  • acreditar que não é capaz;
  • raiva;
  • ansiedade;
  • timidez;
  • insegurança;
  • incredulidade;
  • negativismo;
  • egoísmo;
  • baixa autoestima;
  • todo e qualquer sentimento que possa levar a pessoa a desenvolver estados mentais negativos, como a depressão, por exemplo.

Outro aspecto que nos defrontamos é que uma mudança não ocorre de forma rápida e fácil. Para que ela ocorra temos que nos “desequilibrar”, romper o equilíbrio da zona de conforto para seguir adiante. E é exatamente isso, esse “desequilíbrio necessário”, esta “descontinuidade evolutiva” que torna as mudanças lentas, visto que a pessoa terá que aprender a lidar com a dor e a frustração iniciais e a enfrentar o estresse de uma forma diferente e que seja mais eficaz.

É claro que este “desequilíbrio” pode requerer recuos e novas estratégias para enfrentar contratempos e decepções.

Kierkegaard, filósofo e teólogo dinamarquês (1813 – 1855) afirmou que “toda transformação é um renascimento e todo renascimento é também uma morte”.

As mudanças são as responsáveis por mudar as maneiras de como vemos as coisas, as responsáveis por quebrar paradigmas, as responsáveis por aceitarmos tudo aquilo que é novo e que pode nos trazer benefícios.

Mudanças mostram que a Vida é movimento, é algo dinâmico carregado de energia e que nunca morre.

Embora, algum dia, deixaremos este presente chamado Vida, ela seguirá incólume, ensinando aos que ficam que a “dança da vaca” é imutável e eterna.

“Dança da vaca”? Você pode estar se perguntando.

E eu explico lhe fazendo a seguinte pergunta:

– Qual é o som que a vaca emite?

– Muuuuuuuuuuuuuuu…., certamente será a sua resposta.

Viu como ficou fácil? Muuuuuuuuuuuuuuu…dança.

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

A “dança da vaca”
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