Que tipo de substâncias sua empresa está produzindo? Artigos, Estresse, Qualidade de Vida

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Nosso organismo é uma máquina complexa composta de sistemas e órgãos que funcionam de forma harmônica quando há saúde.

Para que tudo funcione a contento, diariamente são produzidas diferentes substâncias químicas (hormônios, enzimas, sucos, neurotransmissores, etc.) para que esta máquina funcione com ótimo desempenho no cumprimento de suas funções, como homeostasia, crescimento e metabolismo, apenas para citar algumas.

Um destes sistemas, o sistema nervoso, é um dos que tem sido mais estudados na atualidade através da neurociência.

Uma grande quantidade de substâncias são produzidas em diferentes regiões cerebrais e capazes de induzir algumas glândulas de secreção interna a produzir outras substâncias que terão efeitos benéficos ou maléficos dependendo dos estímulos que induzem sua produção.

Estas substâncias produzidas, dependendo da quantidade e do tempo que permanecem atuando, poderão gerar consequências físicas e mentais que terão impacto direto tanto na esfera corporal como na esfera emocional e comportamental.

O objetivo é apenas descrever algumas delas e relatar seus efeitos nestas esferas, não cabendo aqui a descrição de suas composições químicas de, seu metabolismo, modo de ação e excreção.

Alguns hormônios são produzidos em uma região cerebral chamada hipotálamo e que induzem a hipófise, uma das glândulas de secreção interna, a produzir substâncias que irão agir em órgãos específicos os quais, por sua vez, liberarão, na corrente sanguínea, outras tantas. Tudo como se fosse uma corrente.

Um exemplo típico é a reação que ocorre quando o organismo sofre a ação de um agente estressor. Independentemente da natureza deste agente, o hipotálamo, ao identificar a situação de perigo iminente, produz um hormônio específico que vai atuar sobre diretamente sobre a hipófise. Esta, por sua vez, sendo estimulada, ativarão as glândulas suprarrenais a produzirem adrenalina e cortisol, substâncias estas que irão agir em vários órgãos e ocasionando uma série de respostas orgânicas, típicas de situação de estresse.

Veja, agora um filme sobre como um agente estressor (neste caso, uma impressora) causa danos a uma pessoa.

Quando o agente estressor deixa de atuar, tudo tende a voltar ao normal.

Porém, quando o agente estressor continua a atuar por períodos longos de tempo, como, por exemplo, o trânsito caótico das grandes cidades ou ter um chefe autoritário,, o organismo vai sendo “minado” pela presença constante destas substâncias e uma série de alterações físicas e mentais começam a se tornar evidentes.

Na terceira fase, começam a aparecer doenças as mais variadas podendo chegar à síndrome do burnout, que se caracteriza por um colapso físico e mental que pode levar à uma depressão profunda e até ao suicídio.

Veja, agora, o pps que preparei sobre as fases do estresse.

De uma forma geral, corpo e mente estão sempre em constante interação, seja para o lado bom, seja para o lado ruim.

Algumas substâncias tem uma importância crucial nesta interação.

Adrenalina

Hormônio produzido pela glândula suprarrenal e liberado em grandes quantidades após fortes reações emocionais, como susto ou medo, e que prepara o organismo para uma reação de lutar-ou-fugir, característica da primeira fase do estresse e cujos efeitos foram relatados no pps.

A prática de esportes radicais também libera grandes quantidades de adrenalina.

Cortisol 

Também produzido pela glândula suprarrenal, é chamado de “hormônio do estresse”. Quando produzido em excesso pode causar vários transtornos como infarto do miocárdio e derrame cerebral.

Se o estresse se tornar crônico, o cortisol será o responsável pela diminuição da imunidade, deixando a pessoa sujeita a contrair uma série de doenças.

Um exemplo típico é a gastrite nervosa. Você vai ao médico e ele receita um remédio para combatê-la. E os resultados não aparecem. Claro! A gastrite é o efeito e não a causa. Ao combater a causa do estresse, a gastrite pode se curar por si só.

Endorfina

É um hormônio produzido pela hipófise que atua como um neurotransmissor do sistema nervoso.

A endorfina é uma substância ligada ao estado emocional, principalmente quando a pessoa está alegre e tendo prazer.

Outros efeitos a ela atribuídos são:

  • melhora a memória;
  • melhora o bom humor;
  • melhora a resistência;
  • aumenta a disposição física e mental;
  • aumenta as defesas orgânicas;
  • alivia as dores (efeito analgésico);
  • melhora a concentração;
  • melhora a sensação de bem-estar e tranquilidade.

A prática de atividades físicas aumenta a concentração de endorfina no sangue, o que se traz mais vantagens para a pessoa, como aumento da atividade antioxidante, maior produção de substâncias antienvelhecimento, sensação de calma e alegria e ação anticancerígena.

Ocitocina

A ocitocina é um hormônio conhecido como “hormônio do amor”, pois está relacionado à sensação de prazer e bem estar físico e emocional.

Além de contribuir no fortalecimento da confiança entre os casais, alivia fobias, reduz o estresse, facilita a cura de doenças e aumenta a generosidade.

Este hormônio atua na liberação da dopamina, substância associada à várias funções, como memória, prazer, motivação, cognição, humor, sono e aprendizagem.

Também atua na liberação da serotonina, outro neurotransmissor, ligado a efeitos positivos no humor, redução da ansiedade, memória e aprendizado.

São descritas dez razões pelas quais a ocitocina é importante:

  • fácil de conseguir através de um abraço ou pegar na mão: isto fortalece os laços afetivos;
  • estimula o lado materno;
  • inibe a timidez;
  • cura e alívio da dor;
  • previne a obesidade;
  • tem ação antidepressiva;
  • diminui o estresse por reduzir os níveis de cortisol;
  • promove a generosidade;
  • aumenta a sociabilidade entre as pessoas;
  • é o elixir do amor, pois provoca o desejo e a excitação sexual.

Agora que você conhece quatro substâncias que são produzidas em nosso organismo em função do meio onde vivemos, pergunte-se quais delas são mais produzidas no ambiente onde você trabalha: a dupla adrenalina-cortisol ou a dupla endorfina-ocitocina.

Se, através de uma pesquisa de clima organizacional, a primeira dupla estiver mais presente, certamente esta empresa é gerida por pessoas “tóxicas” (arrogantes, prepotentes, perfeccionistas, autorreferentes, intimidativas, etc.) que influem de forma negativa no bem estar e na produtividade dos colaboradores.

É neste tipo de ambiente onde se verificam os piores indicativos, como pessoas doentes, desmotivadas e que se retiram da empresa buscando ambientes melhores e outro tipo de qualidade de vida.

Por outro lado, se a dupla endorfina-ocitocina for a mais produzida, certamente a característica marcante desta empresa será seu crescimento contínuo, produtividade em alta e gerida por pessoas que produzem felicidade e bem estar em seus colaboradores, talvez a meta número zero da sua gestão.

Enquanto as empresas que produzem a dupla adrenalina-cortisol serão sempre lembradas de forma negativa, aquelas que produzem a dupla endorfina-ocitocina serão sempre lembradas como uma das melhores para se trabalhar.

E, neste mundo globalizado, competitivo, altamente tecnológico, mutável e imprevisível, como você, gestor de pessoas, está atuando na produção daquelas substâncias?

Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

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Últimos Comentários

  1. Cel

    Parabens pelo artigo, o sucesso de uma boa administração é visivel nos subordinados. Um chefe(não líder) que age de maneira autoritária está cada vez mais propenso a viver e trabalhar sozinho e deixar no caminho pessoas insatisfeitas profissionalmente.

  2. Luiz Roberto Fava

    Celia, agradeço seu comentário e sua participação. Infelizmente um grande número de ambientes de trabalho desconhece o mal que estão produzindo e acreditando que seus dirigentes estão certos e que a meneira com que lidam com as pessoas é a correta. Uma pena! Poderiam lucrar muito mais, em todos os sentidos. Abraços,
    Fava

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