Nossos “dois lobos” Artigos, Crescimento Pessoal

serenidade-consequencias-vida

Existe uma história atribuída aos índios Cherokee muito difundida e que se tornou muito conhecida e difundida.

Ela fala sobre os “dois lobos” que vivem dentro de cada um de nós.

Diz ela:

Os anciões da tribo estavam preocupados com um dos garotos que, por se sentir injustiçado, tornou-se agressivo. O avô do menino o traz para perto de si e diz:

– Eu entendo sua raiva. Há uma batalha terrível entre dois lobos que vivem dentro de nós. Estes dois lobos tentam dominar o espírito de todos nós.

E continuou:

– Um é mau. Seus dentes são fortes como raiva, inveja, ciúme, tristeza, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego. O outro é bom. Seu olhar é forte como alegria, esperança, serenidade, paz, humildade, empatia, bondade, benevolência, generosidade, verdade, perdão, compaixão, harmonia e fé.

O neto pensou nesta luta e perguntou:

– Qual lobo vence?

E o velho índio respondeu:

– Aquele que você alimenta.

Nesta história os lobos não tem nomes. Por isso decidi, por conta própria, chamar o lobo bom de Midas e o lobo ruim de Sadim.

Midas nos conduz ao famoso personagem da mitologia grega, o rei da Frígia, lá pelos idos do século VIII a.C.

Conta a história que Midas recebeu de Baco, o deus do vinho, uma recompensa por ter acolhido e salvo seu filho Sileno. Esta recompensa foi o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro – o famoso toque de Midas.

O outro lobo, chamado por mim de Sadim é o seu oposto. Aliás, perceba que Sadim é Midas escrito ao contrário.

Pois Sadim, ao contrário de Midas, tem o poder de transformar tudo em chumbo, em desgraça ou, até, em coisas piores.

Esta pequena correlação serve para mostrar que cada fato, cada circunstância, tem pelo menos dois lados. E, quando temos que decidir por algo, vamos ter que escolher um caminho, cujas consequências poderão ser boas ou más.

Existe uma outra história, uma lenda oriental que nos mostra a importância de mantermos a serenidade diante das circunstâncias da vida, esta relatada por Fredu Kofman:

Um camponês, caminhando pelo campo, encontra um belo cavalo. Ele o captura e leva-o para casa. As pessoas da aldeia lhe dizem:

– Deves estar muito contente por ter encontrado um cavalo tão bonito. Que sorte tens!

– Quem sabe?, responde o camponês. Talvez sim, talvez não.

Mais tarde, tentando domar o cavalo, seu filho cai e quebra uma perna. O cavalo foge. As pessoas da aldeia dizem ao camponês:

– Deves estar muito triste por perder o cavalo e teu filho estar manco. Que azar tens!

– Quem sabe?, respondeu o camponês. Talvez sim, talvez não.

Pouco mais tarde, começa uma guerra e os soldados passam pela aldeia e recrutam todos os rapazes, exceto o filho do camponês, que está com a perna quebrada. Sabendo disso, as pessoas da aldeia dizem ao camponês:

– Deves estar muito contente porque teu filho não foi recrutado. Que sorte tens!

– Quem sabe?, respondeu o camponês. Talvez sim, talvez não.

Cada Ser Humano pode escolher entre um Midas ou um Sadim, sem esquecer que, independentemente da sua escolha, repito, sempre existirão consequências, boas ou ruins. Estas serão proporcionais a vários fatores relacionados à pessoa, como seus princípios, seus valores, sua cultura, etc., mas também à suas experiências de vida.

E isto nos leva à outra história:

Pergunta o aprendiz ao seu mestre:

– Mestre, como faço para me tornar um sábio?

– Boas escolhas, diz o mestre.

– E como fazer boas escolhas?

– Experiência, diz o mestre.

– E como adquirir experiência, mestre?

– Más escolhas.

O “lobo” Midas tem algumas características:

– não perdem seu tempo julgando, acusando e culpando os outros:

– quando cometem um erro, admitem, aprendem a lição e procuram corrigí-lo;

– são perseverantes e resilientes, isto é, quando caem, levantam seguem em frente e tentam de novo, sem se importar com quantas vezes fracassaram;

– tem confiança e fé, em si e nos outros. São pessoas que não dizem “é preciso ver para crer” mas, em vez disso, dizem “é preciso criar para ver”;

– ouvem seus pressentimentos e acreditam em sua intuição em todos os assuntos da sua vida;

– procuram sempre ver o lado positivo das coisas, assumindo atitudes construtivas;

– estão sempre abertos ao novo, às novas experiências, buscando novos caminhos e se preparando cada vez mais e melhor. São pessoas que sempre estão aprendendo para evoluir e prosperar.

Já o “lobo” Sadim é o inverso. Dispensa maiores comentários por, como disse, transformar tudo em desgraça e coisas ruins.

E eu, assim como você, tenho plena certeza que estes dois “lobos” existem dentro de cada um de nós. Portanto, frente aos acontecimentos da vida e suas consequentes escolhas, pergunte sempre a si mesmo qual o “lobo” que está sendo alimentado naquele momento.

Sem esquecer que a escolha será sempre sua.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

Nossos “dois lobos”
0 votes, 0.00 avg. rating (0% score)

Últimos Comentários

  1. Jovair Nascimento

    Verdade dr. Luiz Roberto, nós fomos criados com dois sentimentos interno os quais temos todo controle podendo fazermos o que acharmos melhor, isso ninguém consegue tirar de nós, mas também como disse as concequência ninguém consegue nos livrar a diferença está em que não podemos escolher o que irá nos ocorrer devido a decisão que tomamos. O melhor sem dúvida nenhuma é alimentarmos o lado bom que ajuda as pessoas, compreende e enfrenta situações difíceis, tirando delas as experiêcias necessárias para continuarmos sempre escolhendo com sabedoria nissas decisões.

Deixe um Comentário