Simplicidade Rima com Felicidade Artigos, Qualidade de Vida

Vou iniciar este texto relatando duas situações.

Primeira situação

Em um evento fui apresentado a uma pessoa por um amigo comum. Disse eu:

– Muito prazer, Luiz Roberto Fava.

Disse-me ele:

– Muito prazer, eu sou o diretor financeiro da empresa X.

Olhei bem nos olhos dele e perguntei:

– Você tem nome?

Percebi, pela sua reação facial, uma surpresa inesperada. E, passados alguns segundos, disse-me:

– Sim, claro. Meu nome é Fulano de Tal.

E aí, eu emendei:

– Muito bem, Fulano. Agora eu sei como você se chama. Mas, cuidado, amanhã você pode ser despedido e onde ficará o diretor financeiro da empresa X.

Segunda situação

O sonho de um grande empresário era possuir uma daquelas Ferraris vermelhas e conversíveis. Trabalhou arduamente até ver seu sonho realizado.

Neste dia saiu para comemorar esta vitória com seus amigos. Passadas algumas horas, retornou ao carro e, para sua surpresa, viu que alguém havia riscado toda a lataria da Ferrari com um prego. Ele ficou tão nervoso, mas tão nervoso, que teve um ataque cardíaco fulminante e morreu.

Pergunta: os riscos foram feitos no carro ou no dono do carro?

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Estas duas situações, a primeira real, a segunda não tenho certeza, mostram até que ponto pode chegar a identificação de uma pessoa com seu desejo.

Esta identificação causa nas pessoas uma sensação de “poder” que pode ser traduzida por “agora eu tenho”, “agora eu sou o diretor”, “agora eu posso”, que pode fazer estas pessoas se acharem o “rei da cocada preta”, a ponto de quererem fazer o que bem quiserem, inclusive tratar seus pares como inferiores ou mesmo terem atitudes que vão contra tudo aquilo que sempre pregavam antes de possuírem este “poder”.

Concretizar sonhos é característica dos vencedores. Deixar-se “embriagar” e identificar-se com a conquista é burrice.

Quantas pessoas você conhece que se tornaram arrogantes e que passaram a se achar inatingíveis e insubstituíveis? Quantas pessoas você conhece que acabaram demitidas, ficaram com sua imagem péssima e que acabaram punidas pelo próprio mercado?

O que precisa estar na consciência das pessoas é que este “poder” é passageiro, efêmero, transitório e não durará para sempre.

Entretanto, mal sabem elas que o verdadeiro Poder reside na simplicidade, que pode ser traduzida por sinceridade, franqueza, naturalidade, espontaneidade, algo sem obstáculos.

Quando incorporamos a simplicidade ao nosso cotidiano certamente estaremos exercendo nossa felicidade, nosso contentamento, nosso êxito e nosso sucesso.

Às vezes, uma solução mais simples, pode se tornar o “fazer acontecer”, o que nos leva ao êxito e à felicidade. Veja o exemplo, bem humorado, de uma situação com estas características.

João e Henrique, dois amigos de infância, encontram-se na rua. Henrique, psicólogo, pergunta ao amigo:

– E aí, João. Como andam as coisas?

– Tudo bem, Henrique. Mas só até a hora que vou dormir. Quando me deito fico imaginando que tem alguém embaixo da cama. Vou olhar e fico achando que tem alguém em cima da cama. E fico neste agacha e levanta a noite toda.

Henrique, então, lhe diz:

– Seu problema está na sua mente. Como psicólogo e aplicando técnicas especiais, posso curá-lo em um ano.

– E quanto este tratamento vai me custar?

– Ah! Muito pouco. Você terá que ir ao consultório duas vezes por semana e cada sessão custa R$ 200,00.

João fez mentalmente as contas e disse que ia pensar.

Um ano se passou e os dois voltaram a se encontrar. Henrique foi logo perguntando:

– Como você está? Você não foi fazer o tratamento.

– Estou ótimo e curado, disse João.

– E quem foi a pessoa que fez o milagre?

– O marceneiro que estava fazendo alguns trabalhos em casa.

– Um marceneiro?, pergunta o estupefato Henrique.

– Sim, e a coisa foi extremamente simples. Quando eu contei a ele o meu problema, ele me disse que por R$ 10,00 resolvia o meu problema. E resolveu. Ele só teve o trabalho de cortar os quatro pés da minha cama.

Neste vídeo, o Prof. Mario Sergio Cortella, da PUC – São Paulo, nos relata uma situação onde a simplicidade foi a grande vencedora.

Muitas vezes o problema pode ser bem sério, mas a solução pode ser bem simples.

Quanto mais você simplifica, mais você se mostra por inteiro, um indivíduo, indivisível. Quanto mais você complica, mais você precisa vestir as máscaras para desempenhar o seu personagem e respectivos papéis durante sua vida.

Você se lembra quando o presidente Lula disse que sua mãe nasceu banguela e analfabeta? Não foi só ela. Todos nós nascemos banguelas, analfabetos, nus e virgens. Isto é simplicidade. E quando morremos, também não levaremos nada. Somos simples ao nascer e ao morrer.

Veja esta outra situação.

Um viajante buscou abrigo, durante uma tempestade, em uma casa solitária no campo.

Foi recebido cordialmente pelo homem que lhe atendeu, mas ficou frustrado ao perceber que na casa não havia móveis, quadros, eletrodomésticos, etc.

– Quero lhe agradecer pela guarida, disse ele, mas permita-me perguntar como o senhor consegue viver em uma casa desprovida de todo o conforta ao qual estamos acostumados?

– Por acaso o senhor está trazendo consigo sua cama, seu sofá, sua geladeira, TV e vídeo cassete?

– Não, claro que não! Eu estou aqui só de passagem, disse o hóspede.

– Pois eu também, respondeu o anfitrião.

Portanto, desempenhe seus papéis da melhor forma possível, sejam eles pai/mãe, esposo/esposa, profissional autônomo, colaborador/empresa, etc. Mas faça-o de forma simples, sem complicações.

Tenha muito sucesso. Ganhe muito dinheiro. Torne-se uma pessoa muito famosa. Só não se esqueça que tudo isso um dia acaba.

Simplifique seus pensamentos. Simplifique suas atitudes. Simplifique sua vida.

Simplifique-se! Certamente você será (mais) feliz.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

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