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Uma das áreas que mais se desenvolveu nestes últimos anos foi a da tecnologia da informação.

Não temos como fugir desta realidade.

Quer se queira ou não, a tecnologia está presente na vida de todos nós, via celulares ‘inteligentes”, tablets e computadores, facilitando o nosso cotidiano, seja para o lazer, para facilitar as atividades diárias, no trabalho, no esporte, nas relações interpessoais, etc.

Entretanto, ela tem um lado negativo e cruel: as pessoas estão se tornando cada vez mais dependentes dela, chagando mesmo a viciá-las.

O Prof. Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que a dependência da tecnologia é muito mais comportamental, diferentemente da dependência química. Entretanto, os efeitos causados aos neurônios são semelhantes.

Este fato vem se tornando muito grave e sem controle.

Um estudo feito pela Universidade de Maryland (EUA) com mil alunos cuja idade variou de 17 a 23 anos e que não tiveram acesso a celulares, TV, internet e redes sociais por 24 horas, mostrou que 79% apresentaram desde um desconforto até confusão e isolamento. Outro sintoma descrito foi o aparecimento de coceira, fato comum observado em dependentes químicos quando em síndrome de abstinência durante seus tratamentos.

Outro fato deste descontrole vem de uma pesquisa americana que mostrou que 32% das mulheres e 28% dos homens afirmaram consultar seus smartphones no decorrer do ato sexual. Para mais, 9% pararam o ato sexual para atender um telefonema enquanto 6% responderam mensagens ou e-mails.

Casos mais graves, chegando ao suicídio, também vem sendo relatados em adolescentes, diretamente associado ao uso de drogas e álcool ou, indiretamente, como no caso de um jovem coreana que morreu de inanição em uma lan-house após ficar vários dias jogando videogame.

Outro caso, que também foi amplamente divulgado, apareceu no jornal britânico Daily Mail onde um menino de apenas 3 anos de idade já estava viciado no uso de um tablet e necessitou de tratamento para combater o vício.

Embora os casos acima possam ser descritos como casos extremos, a verdade é que a tecnologia tem tornado as pessoas dependentes dela. Basta observar as pessoas digitando em festas de família, em baladas, dentro do cinema, andando nas ruas, trabalhando dentro e fora das empresas e das salas de aula, etc.

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Outra pesquisa realizada pela Microsoft, feita no Canadá com a participação de duas mil pessoas que responderam perguntas e participaram de jogos on line para avaliar sua capacidade de concentração, mostrou que o tempo de atenção dos seres humanos já é mais curto que o dos peixinhos dourados, o que pode ter como causa principal os dispositivos portáteis e as mídias digitais.

Enquanto no ano 2000, a capacidade de atenção humana era de 12 segundos em média, em 2013 esta capacidade caiu para 8 segundos, um segundo a menos do que a capacidade de atenção média estimada de um peixinho dourado.

É fato incontestável que a tecnologia transformou o mundo em uma nova pangea, o continente único que existia nos primórdios do planeta Terra. Os conceitos de tempo e espaço deixaram de existir em função da telefonia, dos satélites e da internet, e colocando o mundo inteiro ao alcance dos dedos e dos cliques das pessoas.

E é exatamente esta facilidade que vem causando, quando usada de forma descontrolada, o vício comportamental.

O psicólogo Pablo de Assis afirma: “existem pessoas viciadas em trabalho, em jogos, em religião, e em qualquer coisa. A internet apenas se tornou mais um campo onde a dependência é possível.”

Abaixo vão relatados os sintomas já descritos da tecnodependência:

  • preocupação constante com o que está acontecendo quando a pessoa está “desconectada ou off-line”;
  • necessidade contínua de se manter atualizado, baixando novos aplicativos e atualizações, caminhos que proporcionam um grau de excitação mais elevado;
  • ficar irritado e impaciente (instabilidade emocional) quando precisa reduzir o tempo de ficar “conectado” para fazer coisas no mundo real;
  • usar a tela (do smartphone, tablet ou computador) como fuga de situações complexas, problemas ou para aliviar sentimentos de culpa, ansiedade, impotência ou depressão;
  • mentir para amigos e familiares sobre o tempo que passa on line;
  • falta de interesse em atividades fora do mundo virtual;
  • comprometimento das atividades profissionais e acadêmicas, com perda da produtividade, o que pode levar ao desemprego ou à reprovação escolar;
  • vontade incontrolável para adquirir aparelhos mais modernos, quando lançados no mercado;
  • desenvolvimento de distúrbios comportamentais, como baixa autoestima, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno bipolar do humor, déficit de atenção e hiperatividade, chegando até à depressão e ao suicídio;
  • desenvolvimento de consequências físicas, como sedentarismo, alimentação inadequada, maus hábitos higiênicos, sono inadequado em qualidade e número de horas, cansaço excessivo, dores de cabeça e nas costas e fadiga ocular.

A psicóloga Dora Sampaio Goés vai mais além e afirma que “o uso excessivo da tecnologia é uma forma de se desconectar de si mesmo e estar conectado à máquina. Em muitos casos isto funciona como um anestésico, uma espécie de refúgio para não viver as angústias e as dificuldades do mundo real.”

Como qualquer outro vício, este também necessita de tratamento específico coadjuvado por familiares e amigos.

Se você não tiver o controle sobre o uso destas tecnologias provavelmente você irá sofrer com as suas consequências.

Agora, assista ao filme abaixo e reflita como anda sua relação com a tela.

Fava Consulting – Qualidade de Vida Integral, sempre.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

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