M.U.D.A.R. Artigos, Crescimento Pessoal

Mudar… Mudanças…

Existem pessoas que, só ao ouvir estas palavras, começam a “tremer na base”, o coração dispara, ficam sem ar, etc.

Tais pessoas são aquelas que não querem mudar, que preferem ficar na sua zona de conforto, que acham que as mudanças só vão lhes trazer problemas, porque não querem se esforçar, porque está dando certo assim, etc.

Só que tudo está em constantes mudanças e transformações, em eterna mutação: o Universo, a Ciência, a Tecnologia e, inclusive, nós mesmos. Ou você acha que nascemos, vivemos e morremos sem mudar. Muda tudo: o corpo, a cor dos cabelos, a pele, os valores, os princípios e as crenças.

As mudanças estão sempre ocorrendo, quer queiramos ou não.

Temos a obrigação de desenvolvermos a consciência deste fato. Só assim vamos mudar para sermos constantemente melhores, seja como pessoa, seja como profissional.

Mudar exige tempo, análise, ousadia, flexibilidade, coragem, aprendizado constante, questionamentos e energia, apenas para citar alguns requisitos da mudança.

Muitas coisas podem impedir as pessoas de desenvolverem a cultura da mudança constante em si mesmas. Vejamos algumas.

Mde medo

Medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente quando a pessoa se sente ameaçada, tanto física como psicologicamente.

Sentimos medo de nos adaptar a novos ambientes e situações, sentimos medo em mudar o nosso jeito de ser, sentimos medo quando vamos fazer algo diferente… em resumo, sentimos medo daquilo que não conhecemos e seguimos fazendo e pensando de forma igual e sendo incapazes de imaginar algo diferente.

O medo é um dos maiores, senão o maior, obstáculo às mudanças, visto que aquilo que é desconhecido é encarado como um fantasma que nos bloqueia, que nos paralisa e que não nos deixa agir. O medo pode nos dominar.

Vencer o medo é sair da zona de conforto e ir, conscientemente, rumo ao desconhecido. É jogar no lixo o velho jargão que afirma: em time que está ganhando não se mexe.

Vencer o medo é como um novo nascer, um renascer, que fará com que tenhamos novas idéias, criativas, inovadoras, saindo daquela modorra, daquela inércia, que caracteriza a “síndrome de Gabriela”.

Vencer o medo é adquirir flexibilidade para acompanhar o ritmo das mudanças, na importa qual: de casa, de cidade, de carro, de emprego, de namorado (a)…

Vencer o medo é se re-inventar, mudando conceitos, valores, princípios e atitudes.

Vencer o medo é vencer as dificuldades, tornar-se resiliente e ir em direção ao sucesso.

A verdade é que nascemos, vivemos e morremos em “mundos” diferentes. O mundo em que nascemos não é o mesmo no qual vivemos e não será o mesmo quando morrermos.

Ude usura

Você se lembra do tio Patinhas? Aquele personagem de Walt Disney que vivia no meio do seu cofre e entre suas incontáveis moedas?

Pois é. Olhe para você. Você é daquelas pessoas que não abrem a mão nem para cumprimentar?

Ser usurário é ser mesquinho, avaro, sovina, “pão-duro”.

Se você quer mudar, você vai precisar investir em você mesmo.

Mencionei, no início deste texto, que necessitamos desenvolver um aprendizado constante. E isto requer investimento em si mesmo: cursos, livros, assinaturas de revistas, cursos, workshops, MBA, etc.

Infelizmente (ou felizmente) não nascemos prontos, sabendo de tudo que será necessário para as nossas vidas. Ainda mais em um mundo onde a informação e o conhecimento dos dias de hoje serão assuntos das aulas de história do próximo semestre, tal a velocidade com que são produzidas.

Dde desapego

Você já parou para pensar, seriamente, naquela frase engraçada que diz: tirando o motorista e o cobrador, o resto é tudo passageiro?

Pois é, nada é permanente, nada é para sempre.

Mas, infelizmente, existem pessoas que não se apercebem disso, não praticam o desapego e vivem infelizes, tensas tristes, deprimidas, etc.

A filosofia budista ensina que o desapego não é desinteresse, indiferença, distanciamento ou fuga.

Os problemas que enfrentamos na vida devem ser encarados de frente os quais, após resolvidos, devem sair da nossa mente.

Um exemplo: o dinheiro é importante, mas ao se apegar ao dinheiro, dele podemos nos tornar escravos. Assim também é com a beleza corporal, os bens materiais, as nossas habilidades, etc. Quando nos apegamos ao que é favorável, podemos nos achar superiores aos outros e, inversamente, quando nos apegamos ao que nos é desfavorável, podemos nos tornar pessoas ressentidas e pessimistas.

Por isso, pratique o “deixar ir”.

Por exemplo, quando você fizer algo, faça com honestidade, sinceridade e usando todas as suas forças, como se fosse a última coisa que você estivesse fazendo na vida.

Acabou? Deixe-a ir. Passou a ser passado. Não se apegue a ela, mesmo que você tenha ganho o maior prêmio por isso. Não a possua e nem deixe que ela possua você.

Quanto menos estivermos apegados ao passado, aos pensamentos, aos vínculos emocionais (bons ou ruins), com tudo aquilo que nos identificamos, mais livres e transparentes seremos.

Krishna, um dos deuses da trindade hindu, comenta que “tanto é bom agir como é bom abster-se, porque aquele que nada deseja e nada recusa, inatingido pelos opostos, não é afetado nem por esperança nem por medo, e assim chega à meta. Sábio é aquele que, pela força de vontade, renuncia a si mesmo, fica a serviço de todos e realiza todas as ações sem ser escravizado por nenhuma delas”.

É de Charles Darwin a frase: “não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor corresponde às mudanças”.

Ade abrir-se ao novo

Linhas atrás mencionei a “síndrome de Gabriela”, síndrome que atinge as pessoas que vivem de acordo com os versos da música homóloga: eu nasci assim, vou viver assim, vou morrer assim.

Pessoas portadoras deste perfil, para mim, são verdadeiros postes. Ficam paradas, estáticas, tendo os mesmos pensamentos, os mesmos valores, os mesmos princípios, as mesmas atitudes, enquanto tudo ao seu redor está se transformando.

Não abrir-se ao novo, ou pelo menos aceitá-lo, é morrer um pouco a cada dia. Estas pessoas acham que o  mundo está de pernas para o ar, que as pessoas não são mais as mesmas e blá… blá… blá.

Abrir-se ao novo é saber usar o livre arbítrio e escolher coisas melhores e diferentes para você mesmo.

Você se lembra da lei da Física que afirma que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço? Pois assim também é a nossa mente. Enquanto ela estiver “lotada” de pensamentos velhos, não haverá lugar para coisas novas. É como uma caixa de e-mails. Só caberão mais e-mails quando você deletar os antigos a brir espaços para os novos.

Quando você não se abre ao novo, você será incapaz de atingir a liberdade para desenvolver sua intelectualidade e sua criatividade.

Para abrir-se ao novo, comece rompendo sua rotina. Mude suas roupas, seu trajeto para o trabalho, aprenda um novo hobby, leia mais, conheça outras pessoas…

Abrir-se ao novo é estar sempre alerta para adaptar-se a situações inusitadas, não corriqueiras e ter mais capacidade para a realização de novas tarefas e novas atividades. E o  mundo de hoje demanda aprendizado e renovação constantes, não importando o que você faz, mesmo sendo um funcionário operacional ou um executivo de uma firma multinacional.

Como afirma Carlos Alberto Julio: “o sucesso depende de recriação permanente”.

Rde risco

Outra razão pela qual as pessoas não mudam é pelo risco de como poderão ser vistas ou julgadas.

“Se eu mudar meu comportamento ou meu modo de pensar, o que as pessoas vão dizer?”

Devemos ser empreendedores de nós mesmos, sabendo que em toda atividade empreendedora existe o risco.

Você sabe quais as características que um empreendedor deve possuir? Cito algumas: iniciativa, autonomia, otimismo, comprometimento, perseverança, autoconfiança, criatividade e… correr riscos.

Voltaire, filósofo iluminista Frances, faz uma comparação interessante. Ele compara a Vida a um jogo de cartas, Os jogadores recebem e aceitam as cartas que lhe são dadas. Mas, com elas na mão, eles é que vão escolher como irão jogá-las: eles é que decidirão que riscos correr e que ações praticar.

Veja quanta verdade existe nas palavras de Sêneca (4 a.C. – 65 d.C.), um dos mais célebres escritores do Império Romano:

Rir é correr o risco de parecer tolo.

Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.

Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar o seu verdadeiro Eu.

Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.

Viver é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não tem nada e não são nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas vivem escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!

Muitas pessoas querem mudar mas, ao mesmo tempo, resistem e criam barreiras às mudanças. Você só vai mudar se desejar mudar.

E, caso comece a fraquejar neste seu desejo de mudança, pergunte a si mesmo: “vou continuar a me esforçar para melhorar, ou isso é o melhor que consigo?”

Mudar não é impossível. Se você acha que é, atente para as palavras contidas em uma propaganda da Adidas:

Impossível é apenas uma palavra dita por aí por homens pequenos que acham mais fácil viver no mundo que deram a eles do que explorar o poder que possuem para transformá-lo.

Impossível não é uma declaração. È um desafio.

Impossível é potencial.

Impossível é temporário.

Impossível é nada.

Para mudar, vença o M.U.D.A.R.

Luiz Roberto Fava

Autor: Autor: Luiz Roberto Fava

Especialista em Endodontia, palestrante de Qualidade de Vida Integral.

M.U.D.A.R.
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Últimos Comentários

  1. Aldo Felipe Rondon Silva

    Serviu muito pra mim, pois muitas coisas que foram ditas, fazem parte do meu cotidiano e as vezes não consigo realiza-las ou controlá-las.

  2. Fabiana Vinagre

    Fava,

    Que artigo maravilhoso!!!
    Me fez analisar atitudes, com certeza estarei vencendo o M.U.D.A.R depois de ter lido esse artigo.

    Obrigada pela colaboração.

  3. Ana Márcia

    Prezado Fava,

    Parabéns pelo texto, sabias palavras!Estou vivendo esses turbilhões de sentimento, pois estou mudando de cidade,trabalho, enfim deixando a prisão que construir dentro de mim.
    Ana

  4. Leandro

    Fava,
    Faz muito tempo que não lia um artigo tão consistente, “pé no chão”, elucidativo e inspirador.
    As ‘mudanças’ sempre fizeram parte de minha vida.

    Parabéns!

  5. Neuza

    Fava

    Mudar é bom de +, me sinto mais feliz quando, resolvi mudar meus sentimentos e atitudes.
    Parabéns pelo texto
    Abraços
    Neuza

  6. Wagner Marcilio

    Parabéns Sr. Fava, muito bem coloca as palavras, costumo até dizer que escrever não é tão dificil porém colocar as palavras corretas isto sim é ter talento.

  7. Luiz Roberto Fava

    Prezado Wagner,
    Sempre gostei de ler e escrever, desde a minha adolescência.
    Talvez tenha nascido com este dom e que o aperfeiçoei através dos meus talentos e seguindo uma vocação.
    Grato pr suas palavras.
    Fava

  8. Ana Carolina

    Ola Luis Roberto Fava,

    Admiro muito pessoas como você que se preocupam com o proximo e tem grandes ideias.

    Sempre fui uma pessoa bem humorada, mas faz algum tempo que estou irritada comigo mesma por não conseguir atingir meus objetivos e não saber ter jogo de cintura para contornar algumas situações.

    Senti que suas palavras me fortaleceram e vou indicar este site para pessoas queridas.

    Muito Obrigada

  9. Luiz Roberto Fava

    Olá, Ana Carolina
    Em primeiro lugar, obrigado por suas palavras e pelas futuras indicações do site.
    Com relação aos comentários que você faz de si mesma, será que você não está estabelecendo objetivos difíceis de serem atingidos? E será que o estresse, tão comum nos ambientes de trabalho, não é a fonte de sua irritação.
    Tire uns momentos só para si e faça uma reavaliação do seu momento atual.
    Talvez você descobrirá coisas que você nunca imaginou.
    Felicidades nesta jornada interior.
    Abraços,
    Fava

  10. GISSELE

    SEU TEXTO É ANIMADOR. O MEDO DE MUDAR, EM MIM, SE TRANSOFRMOU EM DORES, AGORA SOFRO COM O MEDO E COM AS DORES. TENHO 35 ANOS NAO QUIS FILHOS ATE AGORA. MAS UMA ERUPÇÃO DE SENTIMENTOS TOMAM CONTA DE MEU SER. AS VEZES, ME SINTO COVARDE, ACOMODADA, ACHANDO QUE FILHO É SO TRABALHO. DEPOIS CRESCEM E VÃO EMBORA. MAS, PENSO AO MESMO TEMPO, E A EMOÇÃO DE VER UMA PESSOA QUE VC GEROU, APRENDENDO, SE DESENVOLVENDO… ACHO QUE TENHO MEDO DA RESPONSABILIDADE, E ISTO PARA MIM É UMA VERGONHA.

  11. Luiz Roberto Fava

    Cara Gisele,
    Sou um pouco suspeito para falar sobre isso pois já tenho duas filhas (a mais nova tem a sua idade) e um neto de tres anos.
    Ter filhos depende de várias coisas: querer, renúncia, ter condições de criá-los (escola, saúde, etc.), e por aí vai. e sabendo que não os criamos para nós, mas para o Mundo. Eles vão embora, sim. A minha mais nova hoje mora do outro lado do mundo, na Austrália. E nem por isso deixei de amá-la. Ela está suer feliz, casada com um alemão e já pensando em ser mãe.
    A mais velha mora mais perto de nós, em São Bernardo do Campo.
    Em resumo: eu e minha esposa estamos, hoje, como começamos: só os dois.
    E isto é o ciclo da vida com relação aos filhos. Nós os temos, os criamos, damo-lhes asas e eles alçam o seu proprio vôo.
    Reveja este seu medo, analise e faça a sua escolha. Ainda bem que Deus deu ao Homem o poder da escolha.
    E seja muito feliz.
    Luiz Roberto Fava

  12. Alexandre

    Achei o texto muito interessante, pois fiquei em uma instituição por mais de 11 anos e infelizmente alienado, a cultura colocada na cabeça nos cria vários medos, nos travando, não deixando nosso instinto efetuar mudanças. Após este tempo todo decidi sair e buscar meu espaço. Ví que estava insatisfeito aonde estava, cercado de pessoas que têm medo de tudo e de toda mudança e sendo subordinado de uma pessoa que não possuia determinação e nem perfil de líder, o que mais complicava é que o espírito de luta estava sendo a cada dia sufocado, percebi que aquilo não era pra mim e decidi mudar, até hoje recebo recados de alguns desagradáveis tentando mostrar aos demais que minha atitude foi a errada e desaprovada e pixam tentando denegrir minha imagem. Este texto é realmente um CLICK fazendo aquela luz que estava quase se apagando se revigorar, pois em muitas situações nossas qualidades ofuscam aos acomodados e geram preocupações, pois nos vêem como ameaça. Mas àguia não nasceu para ser criado em galinheiro. Decidi voar!
    Parabéns pelo texto e aconselho aqueles que possuem este medo para calcular o risco e pular!! Nunca deixe que alguns tirem o brilho dos seus olhos.

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